Equipe do Dóris Mendes Trindade fez uma homenagem emocionante ao atleta
Amigo: coragem, força e esperança.
Estamos aqui na torcida por você!
Medalha de ouro pela atitude solidária da equipe de handebol da Escola Estadual Dóris Mendes Trindade ao pequeno Pedro Henrique Martins Linhares, de 12 anos. Antes de uma partida, os amiguinhos não deixaram o atleta aquidauenense de lado e fizeram questão de homeneá-lo com um cartaz surpresa que mostra que o espírito esportivo vai muito além de marcar gol.
Homenagem do time de handebol pegou "ponte-aérea" RJ-MS para aterissar de surpresa no coração de Pedro.Mesmo Pedro não estando presente no evento devido ao câncer que vem tratanto há quase dois anos, seu coração deu um nó de saudade – e a emoção e tristeza do menino foi revelada no que falou ao pai: "era para eu também estar lá, não é?".
"De fato mexeu com ele. Quando viu no Facebook a postagem, não teve como não se emocionar por tudo que já passou e deixou pra trás. Foi uma homenagem muito bonita. Deu um pouco mais de força nessa batalha contra a doença", afirmou Jucinei "Nei" Luciano Linhares, 41 anos, pai de Pedro.
Antes atleta nato, menino ativo, agora Pedrinho vive a mercê de tratamento para curar câncer ósseo na perna.No mês passado, o time de handebolistas do Dóris Trindade foi vitorioso ao levar o título de campeões do Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul (JEMS), no município de Dourados. Assim, conquistaram vaga para o nacional no Rio de Janeiro.
Como forma de lembrar que Pedro não passou batido pela equipe mirim, os atletas e o técnico da casa pediram autorização à Nei para homenagerem o até então goleiro e pivô do time. Com a faixa impressa e a camisa número 12 de "Pedrinho" em mãos, o tributo estava feito.

"A emoção do meu filho também foi de alegria. Se sentiu prestigiado, mesmo estando de longe e não podendo mais participar dos treinamentos e competições. Afinal, os amiguinhos do time estão a esperar pela sua recuperação. Ele ficou bem feliz", contou o pai ao O Pantaneiro.
"Menino guerreiro demais da conta.
O que ele passou nenhum adulto suportaria"
A história da doença de Pedro tem início dois anos antes dessa homenagem, quando ainda era uma criança ativa e um esportista nato – aluno da escolinha de base do Aquidauanense e futsal, além do handebol.
Futebol, handebol, futsal... muitos eram os esportes que Pedro praticava e levou medalhar; orgulho do pai.No fim de 2019, o garoto começou a sentir dores da perna. "Achei que fosse normal, porque ele treinava muito", relembra o pai. Entretanto, em janeiro do ano passado, a dor ficou insuportável, e naquele mês ele não conseguiria mais sair da cama.
"Levei ele ao pronto-socorro, onde ficou internado por quatro dias a espera de vaga em Campo Grande. O exame de raio-x indicou anormalidade, e o médico ortopedista disse que poderia ser algo mais sério. Quando o resultado da nova tomografia veio, a infelicidade saber que meu menino tinha algum tipo de tumor ósseo na perna", compartilha Nei.
Pedro passou por cirurgias, quimioterapia, perda de cabelo... agora, vive um pouco mais longe do perigo.No dia do seu aniversário de onze anos, um "presentaço": uma vaga havia sido liberada no Hospital Universitário da Capital. Após uma série de diagnósticos inconclusivos, o teste de imunoistoquímico confirmou um sarcoma osteogênico.
"O pior veio entre março e abril. Ele sentia muita dor, e nem morfina dava resultado. Era muita dor mesmo... gritava, se debatia, mordia alguma coisa para tentar aliviar. Havia duas possibilidades: ou amputar a perna ou fazer um enxerto ósseo, isto é, 'trocar' o fêmur por enxerto de fíbula", descreve.
"O ano de 2020 moramos praticamente dentro do hospital; só domingo e segunda que voltávamos para casa".A segunda opção cirúrgica veio no dia 6 de maior de 2020. "Deu tudo certo". De lá pra cá, Pedro passou por outras cirurgias e teve transferência para o Hospital Regional de Campo Grande, onde começou o tratamento de quimioterapia.
"O ano de 2020 inteirinho moramos praticamente dentro do hospital. Só domingo e segunda-feira que voltávamos para a nossa casa".
"Graças à Deus nenhuma metastase foi constatada", comemora o pai. Mesmo que o filho passe muito tempo deitado e ainda dependa da cadeira de rodas para se locomover, de pouquinho em pouquinho a batalha contra o câncer fica menor. No momento, Pedro toma medicamento via oral e tem acompanhamento médicos duas vezes por mês.

"É claro que nossa vida mudou da noite para o dia. Sofro muito por ele, vê-lo 24h por dia deitado na cama. É sofrido demais para um pai que o acompanhou como um garoto ativo. De qualquer maneira, continuo a ser seu companheiro. Sei que Deus vai fazer o impossível. Sonho dele é voltar a jogar futebol – e eu acredito fielmente nisso", finaliza Nei.
Quem quiser contribuir de alguma forma pode acionar o pai de Pedro pelo telefone (67) 99958-4751 (falar comj Jucinei Linhares).
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