Dia do Índio
A Nativus Lanches funciona no local há dois anos e movimenta a economia da região
Efigênia da Silva Samuel, que mora na Aldeia Água Branca há 50 anos, era casada com Justino Francisco Samuel, conhecido na região por gostar muito de manter tradições festivas, até que a morte os separou. Dois anos após o seu falecimento, a viúva batalha com a família, diariamente, para não deixar que o gosto do marido por ver o povo todo reunido se perca e, em meio às dificuldades, sua filha abriu a Nativus Lanches, uma lanchonete que funciona na aldeia e movimenta a economia local.

"Quando meu marido faleceu, nós ficamos um ano e meio sem fazermos nada. Depois, levantamos a cabeça para continuarmos com as nossas vidas, porque foi um pedido dele. Então, eu tomo conta de tudo que ele deixou, em família, e nós temos esse comércio que vem dado certo nesse período", disse.
A indígena, que conversou com a equipe de reportagem do jornal O Pantaneiro, disse que, antes da lanchonete, seu maior prazer era reunir o povo para celebrações em datas religiosas.
Segundo Efigênia, as festas católicas sempre são celebradas. "Nós festejamos em outubro, a Festa da Padroeira, de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12, e no dia 21 de janeiro, Dia de São Sebastião. É uma tradição nossa, que mantivemos mesmo após a morte do meu marido".
Ainda conforme a indígena, neste ano há previsão de montar um grupo para promover uma festança em outubro. "Faremos um almoço e, após a reza do terço, uma procissão. Depois, de noite, teremos um bolo. Isso, no dia 12 de outubro. É uma festa para todo mundo, e um conjunto musical da Aldeia Cachoeirinha cuidará dessa animação!", explicou.

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