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Aquidauana

Nossa homenagem aos 130 anos da Princesa do Sul!

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A gente sempre carrega no olhar o carinho e o desejo de permanecer ou de voltar, ainda que seja apenas para realimentar o nosso jeito de amar, realinhar os nossos sonhos, afinal, tem o rio que escorre, eternamente, com o seu curso, manso ou voraz, baixo ou na enchente, mexendo, lentamente, com as lembranças dentro da gente. O tempo quente, do calor efervescente, nos  faz  compreender, um dia, o que é o amor aquecido em nossa mente.

De manhãnzinha tem alvorada de aracuã, tem conhecido na padaria, todo dia, e o afã de que a gente se encontre, mais cedo ou mais tarde, na roda de tereré, esteja onde a gente estiver, há uma referência, um conhecido, comum ou diferente, do tempo dos parentes.

Aquidauanês é um jeito de falar daqui com poesia porque no silenciar de cada aquidauanense azula ainda mais a morraria, O sol e o luar são a nossa calmaria.

Azulão é a nossa torcida apaixonada, desmedida, na vida.

Há 130 anos, com percalços, desafios, enfrentamentos, parcerias, pescarias, baile, lida, briga, seca, chuva, de bem ou de mau, seja qual for a treta ou a empatia, a gente se aconchega pela grandeza desse lugar que nos coloca, sempre, rapidamente, em sintonia.

A exuberância da natureza, o jeito, os trejeitos, o sotaque pantaneiro, são marcas de um povo que pára a cidade para a Comitiva passar, que se junta e se ajunta na calçada, no bar, para prosear, pro churrasco ou para o jantar.

130 anos de um lugar que foi concebido para ser o suporte de quem vivia no Pantanal e é o Pantanal, é referência de regionalismo total.

130 anos das margens de um rio que se reverberou em ruas lajotadas, árvores com copas largas, paredes de arenito ornamentada no vão do rio, no eco dos nossos assovios.

130 anos de abrigo de parte da Nação Terena, um povo que nos ensina que a simplicidade e a grandeza valem à pena.

Estamos, todos, orgulhosos pelos 130 anos da cidade que se mantém linda, com as diferenças e adversidades.

Uma anciã com um número incontável de fãs porque, apesar dos desafios, das contingências do seu passado, é respeitável, o seu legado.

130 anos de reordenamento dos planos,de acertos e desenganos, de um lugar que nos permite sermos, verdadeiramente, humanos.

Raquel Anderson

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