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Fenômeno

Após nova passagem de cardume, PMA população sobre ciclo antecipado de desova

Segundo cardume de peixes se antecipou e passou por Aquidauana para ciclo de desova antes da piracema

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Crédito do vídeo: Redação

Um novo cardume com milhares de peixes rumo ao ciclo de desova corriqueiro em época de piracema- de novembro a fevereiro- passou por Aquidauana e está entre o Distrito de Camisão e a Cachoeira do Serrano, em Piraputanga. O fenômeno é incomum, e a Polícia Militar Ambiental faz novo alerta a população para que respeite e não pesque.

O Comandante da PMA, Anderson Abraão, disse ao O Pantaneiro, que há alguns dias um cardume de 10 quilômetros passou pelo Rio Aquidauana, e que esse segundo cardume realiza o mesmo percurso. Porém, o fato atípico necessita de ajuda da população para preservação dos peixes.

Como os peixes percorrem grandes distancias e com o cansaço natural eles param em cachoeira, algumas pessoas fazem a pesca de maneira predatória. Além disso, pelo fato do rio estar baixo os peixes são visualizados mais facilmente.

“Na verdade o rio está bastante baixo e isso [cardumes em ciclo de desova] tem acontecido de forma inesperada, porque o fenômeno quebra todas as regras. E geralmente esse ciclo é na piracema. É algo atípico e foge de toda as regras naturais. Tanto que as regras de proteção ambiental e legislação vigente protegem o peixe nesse período.”

O comandante afirma que com o rio baixo e o peixe vulnerável, alguns pescadores se aproveitam dessa ocasião e no período noturno tentam fazer a  captura desses peixes com petrechos proibidos.

Equipes da PMA estão realizando fiscalizações intensas em diversos trechos e horários para coibir a pesca desses peixes. O comandante deixa um alerta principalmente para os compradores desses peixes, pousadas e pesqueiros da região.

“É necessário que se entenda que esses cardumes estão se antecipando e que devemos preservar. Aos compradores e fornecedores pedimos que não realizem as negociações, e a população no geral, que nos ajude no combate a esse tipo de crime ambiental.”

Gabriela Brasil, de uma pousada de Aquidauana, afirma que quanto mais pessoas estiverem conscientes melhor. “A divulgação é importante porque aqueles que realizam pesca predatória na região se sentem acanhados. E também para a comunidade saber o que está ocorrendo. Quanto mais pessoas ajudarem a fiscalizar melhor para que esses peixes passem com tranquilidade e subam o curso deles até Bodoquena onde acontece a desova.”

 

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