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Márcia peregrinou com dor e a pé por 5h até santuário em gratidão por alunos

Durante o trajeto, borboleta avó trouxe lembrança da avó e coragem para concluir caminhada

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A professora Márcia Franco comemorou o aniversário de 46 anos, na última sexta-feira (20), com uma forma de agradecer mais um ano de vida e por gratidão aos alunos, família e amigos.

Este ano, a profissional peregrinou por mais de cinco horas do Morrinho de Aquidauana até o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Camisão. Mesmo com dor, no limite físico, ela não desistiu de percorrer a MS-450. 

Foi logo às 3h45 que Márcia começou o trajeto, pela primeira vez, após fazer uma promessa no ano passado, pouco depois do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), pensando no desempenho dos alunos. 

“Estava pensando em como meus alunos de 2022 tinham se saído nas provas, sempre fico preocupada, aí pensei que no ano anterior muitos tinham tirado notas lindas, me acalmei e percebi que tinha mais a agradecer do que a pedir. Várias pessoas aprovadas em concursos: gente aprovada em direito na USP, em engenharia civil na UFMG, em Medicina na UFMS e na Uniderp. Eu sou professora do Centro DizTudo e gosto muito de fazer homenagens aos meus alunos”.

Na maior parte do tempo, o trajeto foi traçado por ela e a fé em Deus, entretanto, amigos passaram por ela para monitorar o estado de saúde e perguntar se precisava de água ou suplementos. Além do apoio que a demonstração de carinho passava. 

“Durante as veredas, pensei com carinho em muita gente, porque sou todos com quem vivi e com quem vivo. Admirei ainda mais o lugar de onde sou, de tão lindo que é. E cumpri a promessa que fiz a meu amigo, Padre Rodrigo, de apreciar cada passo até meu destino, mesmo se lágrimas escorressem de meu rosto molhado de suor. De minha casa até meu destino, passei por lugares que me trouxeram muitas lembranças, alegres e tristes, em uma jornada de descobertas físicas e espirituais”, relembra.

Percorrer o local por cinco horas não foi fácil, pois Márcia começou a sentir fortes dores no meio do caminho. “Muita emoção. Eu estava sentindo muita dor. Quando uma borboleta azul passou pertinho de mim e me acompanhou uns metros. O nome da minha vovó era Daidamia, [mesmo] nome de uma das borboletas azuis. Chorei e de repente passou a dor. O cérebro da gente está mesmo amarrado ao coração”. 

Ao chegar no Santuário, a professora agradeceu e orou ajoelhada à Nossa Senhora. "Fiz vários vídeos durante o trajeto, pensando nas pessoas importantes pra mim, fazendo comentários do que estava sentindo, rezando. Depois que passar um tempo, vou ver os vídeos e escrever", finaliza.

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