Região
Afogamentos ocorreram na região e um dos corpos pode ter sido desovado
Em apenas 3 meses, o total de 4 corpos já foram encontrados no Rio Aquidauana. O ano mal começou e o registro de afogamentos na região entre os municípios de Aquidauana, Anastácio, Corguinho e Rochedo já é alto. Entre os cinco casos, um deles pode se tratar de um corpo desovado.
O primeiro afogamento do ano, ocorreu em 1 de janeiro. O corpo de um homem de 51 anos foi encontrado boiando no Rio Aquidauana, região de Rochedo, no dia 3. A vítima não teve o nome divulgado, mas era moradora de Campo Grande.
O homem estava na companhia de amigos bebendo nas margens do rio na região de Corguinho quando entrou para nadar no rio, foi levado pela correnteza e se afogou.
2º caso
Em 8 de janeiro, João Paulo de Araujo Fontora, 38 anos, foi encontrado morto nas águas do Rio Aquidauana, na região de Anastácio. João nasceu em Aquidauana, mas trabalhava como serralheiro em Campo Grande.
O corpo foi encontrado por volta das 8h, no pesqueiro Sarará. Ele estava enroscado em bambus e usava bermuda jeans cor azul, estava sem camiseta e em avançado estado de decomposição.
3º caso
No dia 19 de janeiro, o corpo de Marcos Felipe Ribeiro dos Santos, de 25 anos, foi encontrado boiando no Rio Aquidauana, região de Corguinho. O corpo tinha marcas de dez golpes de faca e a vítima possuía extensa ficha criminal, inclusive, por homicídio.
Marcos Felipe era morador da cidade de Rochedo. Aa polícia não descarta a hipótese de latrocínio e acredita que ele tenha sido morto em outro local e apenas sido desovado no rio.
4º caso
Em 5 de março, o desaparecimento de Gamaliel Souza de Moura, de 14 anos, no rio Aquidauana, em Aquidauana, deixou amigos e familiares desesperados.
O menor desapareceu na região conhecida como curva do Santo Antônio em Aquidauana.
O corpo do garoto foi achado na terça-feira (7), no rio Aquidauana, após dois dias de buscas por parte do Corpo de Bombeiros, quando populares avistaram o adolescente boiando nas proximidades do Porto Sarará.
Prevenção
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Antonio Cezar Pereira, explica que curiosamente, grande parte dos afogamentos em praias e rios são de pessoas que sabem nadar, segundo o Corpo de Bombeiros.
"Geralmente as pessoas querem atravessar o rio por desafio dos colegas ou por encorajamento próprio. Isso é altamente perigoso. A pessoa acha que tem capacidade física, mas muitas vezes já ingeriu bebida alcoólica, e, além disso, rios e praias são traiçoeiros. Não se deve arriscar, mesmo que se saiba nadar. Seja no rio ou no mar, o banhista deve se lembrar que debaixo d'água podem ter galhos, buracos, anzóis de pesca, coisas que podem ocasionar o afogamento".
Ele alerta que existe perigo da correnteza, por isso o banhista deve ter cuidado redobrado. Outro alerta é sobre o salvamento feito nesses locais.
"Em rios e praias o resgate só deve ser feito por pessoas que sabem nadar e que estão realmente preparadas para isso. Nesses casos, na maioria das vezes, a vítima tenta se agarrar na pessoa que esta tentando fazer o salvamento e os dois podem acabar se afogando. Quando não há alguém preparado para o resgate, tente jogar uma corda, uma boia ou algum objeto que flutue. Do contrário, os dois podem morrer afogados".
Em rios, balneários e piscinas:
Alimente-se com moderação, prefira comidas leves e não mergulhe alcoolizado; Procure sempre um local com segurança de guarda-vidas;
Sempre que for nadar, avise um parente sobre o local para onde está indo e a hora programada para retorno;
Crianças não devem brincar em piscina sem a supervisão de um adulto. Mas não as deixe sob cuidados de pessoas estranhas;
As crianças não devem brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que estão se afogando;
Não permaneça perto de embarcações;
Cuidado com o limo nas pedras ele pode fazer você escorregar e cair na água;
Nunca mergulhe de cabeça em locais com profundidade desconhecida.
Em caso de afogamento:
Se você for a vítima
Mantenha a calma e não lute contra a força e correnteza da água. Guarde suas forças para flutuar e tente acenar por socorro. É menos desgastante e produz maior efeito;
Só grite se realmente alguém puder lhe ouvir, caso contrário, você estará se cansando e acelerando o afogamento;
Coloque os pés à frente, barriga para cima e direcione o braço de forma a usá-lo como um leme, desta forma a própria correnteza o levará a margem;
Se você for socorrer alguém
Analise os riscos e tome cuidado para não se tornar mais uma vítima;
Chame por ajuda e jogue qualquer material de flutuação ao afogado (garrafa pet vazia tampada, tampa de isopor, bola, etc.);
Deixe primeiro que a vítima se agarre ao objeto e fique segura. Só então tente puxá-la para a área seca, com ajuda de galhos, corda, ou outro material.
PREPARAÇÃO
Primeiro dia terá redação e provas de Linguagens e Ciências Humanas; portões fecham às 12h deste domingo em MS
AFOGAMENTO
Vítima estava a cinco metros de profundidade; buscas haviam começado no fim da tarde desta sexta-feira
Voltar ao topo