Economia
Neste dia do padeiro ou padeira, uma homenagem a este profissional tão importante nos lares pelo mundo afora
Ensina a oração; “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Um dos alimentos mais sagrados da nossa mesa, podemos chamar de pão, e uma das profissões mais bonitas, está nas mãos de quem delicadamente mistura a farinha, a água e o sal, no preparo desse, que, representa a partilha, e que é preferência nacional; o pão. Hoje dia 8 de julho, é comemorado o dia do padeiro. Esse profissional que acorda quando ainda milhares de pessoas estão dormindo, segue para seu local de trabalho e quando o sol nasce, ele já está com sua produção quentinha para encher a mesa do café da manhã do povo brasileiro.
Apesar do passar dos anos, o pão permaneceu o mesmo, porém, diversas outras formas de se fazer o alimento foram aparecendo, novos profissionais entraram para o ramo e outros locais passaram a vender pão. Em Aquidauana, há diversas padarias e padeiros, mas hoje, o tema em homenagem a este profissional será feito através da Associação de Mulheres Vukapanavo (Aldeia Imbirussu), que por meio da força feminina, está colocando a mão na massa e preparando esse saboroso alimento.

Uma dessas padeiras é dona Libertina da Silva, da Aldeia Imbirussu, que fala dessa oportunidade que transforma vidas alimentando crianças.
“Nós temos a associação das mulheres da aldeia Imbirussu, então, o que nós queria era alcançar uma oportunidade pra gente, porque a gente tem que trabalhar. É uma forma de ter uma renda pra gente, nós comunidade da Aldeia Imbirussu. Não só da Aldeia. Em todas as aldeias, da região de Taunay, mas a nosso mesmo da associação, é de produção de pão. Pão de abóbora, aqui nós produz também o pão de mandioca, que são pães enriquecidos, que nós entrega na merenda escolar aqui de Aquidauana. Aqui nós temos pão de batata também, nós temos também o pão simplesinho. Agradeço a oportunidade ao prefeito de Aquidauana, que mandou nos convidar para essa feira. Então nós estamos aqui felizes, com nosso trabalho”, conta feliz a padeira.
A associação Vukapavo foi fundada em 2018, mas começou a trabalhar em 2020, composta por uma equipe de 20 mulheres associadas, atualmente seis delas diariamente colocam a mão na massa para produzir esse alimento que além de matar a fome tem muita representatividade à mesa. O pão da Associação é feito com todo produto cultivado pelos indígenas, como batata-doce, abóbora, mandioca, além das escolas municipais, os pães das indígenas também são fornecidos ao IFMS (Instituto Federal do Mato Grosso do Sul), em Aquidauana, mas também podem ser encontrados pela cidade.
A administração pública incentivando a produção artesanal local
Atualmente, no caso da Associação de Mulheres Vukapanavo, as indígenas fabricam e entregam para a merenda escolar da Rede Municipal de Aquidauana, cerca de 80 quilos de pães caseiros. Por meio de chamada pública da Secretaria Municipal de Educação, os pães são comprados e a associação entrega na SEMED.
A Secretaria Municipal de Educação é a responsável em distribuir para as escolas municipais pantaneiras e dos distritos, os pães fabricados pela Associação de Mulheres Vukapanavo, como um alimento complementar da merenda escolar.

Um alimento que há milênios agrada o paladar da humanidade
No Brasil, o pão começou a ser popular no século XIX, apesar de ser conhecido desde os colonizadores. É estimado que o pão tenha surgido há 12 mil anos, na Mesopotâmia, juntamente com o cultivo do trigo. Os pães eram feitos de farinha misturada com o fruto do carvalho. Os primeiros pães eram achatados, duros, secos e muitos amargos. Para ser ingerido, o pão era lavado várias vezes em água fervente e depois era assado sobre pedras ou embaixo de cinzas.
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