EDUCAÇÃO E AVENTURA
Atividade do IFMS destacou práticas pedagógicas inovadoras de aventura e valorização da realidade pantaneira nas escolas
O Congresso Brasileiro e Internacional de Atividades de Aventura, realizado pelo IFMS Campus Aquidauana, promoveu nesta semana a oficina “Microaventuras: a Trilha das Práticas Corporais de Aventura para Anos Iniciais”, voltada a professores e profissionais da educação das Escolas Pantaneiras de Aquidauana.
A atividade foi ministrada pelo professor mestre Elizandro Ricardo Cássaro, docente da Rede Municipal de Ensino de Maringá, no Paraná, município que possui 53 escolas municipais e é referência no desenvolvimento de práticas corporais de aventura no ambiente escolar.
A oficina reuniu aproximadamente 22 participantes, entre eles professores e profissionais da educação, sendo apenas dois da área de Educação Física. Os demais participantes atuam em áreas como Geografia, História, Artes e Matemática, fato destacado pelo palestrante como algo positivo e enriquecedor para o debate educacional.

Durante a atividade, os participantes conheceram metodologias e experiências voltadas às chamadas “Microaventuras”, práticas lúdicas inspiradas nas atividades corporais de aventura e adaptadas ao ambiente escolar e à realidade dos anos iniciais.
Segundo Elizandro, o tema precisa estar cada vez mais presente dentro das escolas, principalmente valorizando a fauna, a flora e as potencialidades de cada região.
“Precisamos levar a temática da aventura para as escolas, sempre valorizando a fauna e a flora local e todas as suas potencialidades. Ainda existe uma lacuna entre o que é ensinado no Ensino Superior e a pedagogia aplicada no ensino básico. Hoje já existem pesquisadores que incentivam essa prática desde a pré-escola e foi com essa intenção que realizamos a oficina”, destacou.
O professor, que é integrante do Grupo de Pesquisa GEL da Universidade Estadual de Maringá sobre a coordenação do prof. Dr. Giuliano Pimentel, também explicou que as Microaventuras utilizam atividades recreativas e a construção de miniaturas, maquetes e artefatos pedagógicos para tornar o aprendizado mais interativo e acessível às crianças.
Ao final da oficina, Elizandro afirmou ter ficado encantado com a experiência vivida em Aquidauana, especialmente pela troca de conhecimentos com os profissionais das escolas pantaneiras.
Segundo ele, a vivência compartilhada pelos educadores sobre os desafios enfrentados diariamente, como as grandes distâncias e dificuldades de transporte até as unidades escolares, tornou a experiência ainda mais marcante.
“Levarei comigo toda essa bagagem compartilhada pelos professores e a realidade das escolas pantaneiras, com todos os desafios enfrentados por alunos e educadores para chegar até as aulas”, afirmou.
A oficina integrou a programação do Congresso, que reúne debates, experiências e práticas voltadas às atividades de aventura, sustentabilidade, educação e inovação, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais de diversas regiões do país.

MEMÓRIA
Pernambucano integrou as tropas brasileiras na Itália; Censo de setembro apontava menos de duas dezenas de ex-combatentes vivos no país
AFOGAMENTO
Vítima estava a cinco metros de profundidade; buscas haviam começado no fim da tarde desta sexta-feira
Voltar ao topo