Foram 41 contagens em território aquidauanense, rendendo a sexta posição no ranking geral; Mato Grosso do Sul liderou entre os estados, com 493 araras avistadas
Aquidauana registrou 41 araras-azuis durante a segunda edição do Big Day das Araras Azuis, realizada nos dias 01º e 02 de agosto. A mobilização reuniu observadores de diferentes regiões e contabilizou 1.313 aves na natureza, sendo 1.095 no Brasil, 208 na Bolívia e 10 no Paraguai.
No levantamento brasileiro, divulgado nesta sexta-feira (04), a espécie foi registrada em 31 municípios de seis estados, sendo eles Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Bahia e Tocantins.
Mato Grosso do Sul teve o maior número de registros, com 493 araras-azuis, seguido por Mato Grosso, com 293, e Pará, com 240. Goiás contabilizou 54 aves, enquanto Bahia e Tocantins tiveram 10 e cinco registros, respectivamente. Os dois últimos estados não haviam registrado a espécie na edição anterior.

O resultado também colocou municípios de Mato Grosso do Sul entre os primeiros colocados no levantamento. Miranda ficou em terceiro lugar no ranking nacional, com 165 araras-azuis, enquanto Corumbá apareceu na quarta posição, com 131, e Rochedo, na quinta, com 55. Aquidauana, com 41 aves, também esteve entre os municípios com maior número de registros.
Na liderança ficou Barão de Melgaço (MT), com 261 araras-azuis, seguido por Canaã dos Carajás (PA), que registrou 182.
Para a presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, os dados ajudam a compreender mudanças na distribuição da espécie e podem orientar estratégias de conservação diante dos desafios ambientais e climáticos.
“Eles podem nos auxiliar muito, por exemplo, se a gente verificar que onde tinha antigamente a ocorrência de araras azuis não está ocorrendo mais, a gente precisa identificar que fatores levaram aquela diminuição ou extinção local e elaborar alguma estratégia para que ela volte a ocorrer”.

Uma das novidades desta edição ocorreu no Tocantins. Como não havia registros no estado durante o Big Day de 2025, o Instituto Mamede, sediado em Campo Grande, mobilizou uma equipe para percorrer o Jalapão.
A bióloga e educadora ambiental Maristela Benites, Gabriela Mamede e Simone Mamede participaram da expedição, que confirmou a presença da arara-azul no estado. Apesar da descoberta, a equipe registrou apenas cinco indivíduos, número inferior ao encontrado em 2019, segundo Maristela.
O Big Day também contou com ações de educação ambiental e comunicação. No Pará, o influenciador digital Vando Douglas participou da contagem e ajudou a divulgar o trabalho de pesquisa e conservação.
No Ceará, onde não há ocorrência de araras-azuis livres na natureza, a campanha foi apresentada por meio de atividades educativas realizadas pelo Ecopoint Parque Ecológico e pelo Zoológico de São Francisco.
A iniciativa reuniu mais de 200 pessoas nos três países, incluindo participantes que não encontraram as aves, mas contribuíram para a mobilização em torno da conservação.
Para o Instituto Arara Azul, os 1.313 registros de 2026 são resultado do esforço coletivo para acompanhar a distribuição da espécie e ampliar o conhecimento sobre sua ocorrência no Brasil e em outros países da América do Sul.
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