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Tenente Ragalzi mantêm a fé aos quase 100 anos para enfrentar mais uma batalha, a da pandemia

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Em 2021 o Tenente André Ragalzi, militar aquidauanense da Força Expedicionária Brasileira que lutou contra o regime nazista, completa 100 anos de vida. O Pantaneiro conversou com a neta Carol para saber como ele está enfrentando a maior batalha da nossa época, a pandemia de Covid-19.

Ragalzi está morando com a esposa na cidade de Jardim desde dezembro e não contraiu o vírus, pois toda a família está colaborando com os cuidados, mas ele continua mantendo sua rotina de fé e sempre lúcido.

“Ele não entende muito sobre a situação atual da pandemia e todos os distanciamentos que ela trouxe! Pra quem foi para guerra é difícil ter medo de um vírus”, conta Carol aliviada por saber que o avô terá direito a vacina.



Faz 75 anos do Dia da Vitória, data que marca a rendição incondicional da Alemanha nazista e pelo consequente fim da Segunda Guerra Mundial. André é um dos 789 Pracinhas que testemunharam esse momento e pode contar aos 11 filhos, 20 netos e 24 bisnetos.

“Ele gosta muito de contar as histórias da guerra e de todas as homenagens que já recebeu. Sempre fica emocionado quando lembra e conta dessas homenagens. É muito religioso, reza todos os dias quando acorda, antes de todas as refeições e antes de dormir, sem falhar. É uma pessoa admirável, tem um caráter inabalável e muito generoso”, diz a neta orgulhosa.



Tenente André Ragalzi

De acordo com a Força Expedicionária Brasileira (FEB), o Brasil enviou cerca de 25 mil militares para combater na 2ª Guerra. De Mato Grosso do Sul - à época ainda Mato Grosso - 649 homens embarcaram para a Itália e destes, 7 ainda estão vivos e moram no estado.

“Quando pulei da trincheira andei 10 passos, a bomba explodiu e jogou o cabo [do exército]. Eu escapei por um fio de linha, se tivesse ficado um minuto, eu tinha ido junto com ele também", o relato da perda do amigo é do ex-combatente do Brasil na 2ª Guerra Mundial, André Ragalzi.


 

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