De mãos dadas com a natureza
O monitoramento será feito na Serra do Amolar, cobrindo cinco RPPNs e um Parque Nacional
Danielle Nascimento
Publicado em 01/06/2022 às 10:14
Atualizado em 10/09/2026 às 14:18
Com quase 500 mil hectares rastreados, após a instalação de cinco câmeras, agora será possível detectar fogo ao redor do Rio Paraguai, em apenas três minutos.
A Tecnologia até então usada apenas em reflorestamentos começa a operar na Serra do Amolar, no dia 8 de junho, para mostrar focos de incêndio rapidamente, garantir ação com agilidade e evitar novos desastres ambientais.
Segundo o site Campo Grande News, com aparato instalado no IHP (Instituto Homem Pantaneiro), o projeto chamado "Pantera" promete o combate ao fogo de forma quase que imediata.
"O monitoramento é na Serra do Amolar, cobrindo cinco RPPNs e um Parque Nacional", disse o diretor do instituto, Ângelo Rabelo.

Foto: WWF
RPPN é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural e as cinco cobertas são: Acurizal, com 13.200 hectares; Penha, com 13.100 hectares; Dorochê, de 26.518 hectares; Rumo Oeste de 990 hectares; Engenheiro Eliezer Batista; e a Fazenda Santa Tereza, com 60 mil hectares.
O alcance de cada câmera é de cerca de 40 km, podendo chegar a 50 km, dependendo das condições do ambiente. As imagens serão transmitidas em tempo real e cobre uma área de quase 500 mil hectares, considerada de difícil acesso.
Cada equipamento é mantido via energia solar.
O primeiro equipamento está instalado no Rancho Maracangalha, no Paiaguás, próximo à Escola Jatobazinho; outro no Morro Pelado e, em seguida, na própria Serra do Amolar; quarta câmera está na região do Caracará, no Acurizal e a última, na Torre Dorochê, já próximo Porto Jofre, em Poconé, no Mato Grosso.
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