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Saúde

Transplante de aquidauanense marca aumento dos procedimentos em MS

Cirurgia do ex-presidente da Câmara foi um sucesso e ele está em casa

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A ampliação da capacidade para a realização de transplantes em Mato Grosso do Sul está mudando a saúde no Estado. Desde 2021, após a autorização do Ministério da Saúde, o hospital da Cassems realizou dois transplantes de medula óssea, o último deles é do aquidauanense Paulo Reis, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Aquidauana. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Cassems, foi realizada no início de fevereiro a cirurgia de Paulo Reis, que tem 64 anos. O presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado, Ricardo Ayache, explica que o procedimento foi um sucesso e Reis já está com a família. 

O êxito na cirurgia também foi destaco pela médica hematologista Soraia Romanini, responsável pela técnica do transplante de medula óssea no hospital da Cassems. Conforme o hospital, o paciente Reis foi diagnosticado com um mieloma múltiplo em 2022, quando sentiu dores nas pernas. 

Por conta do problema, ele precisou ficar 24 dias internado, com acompanhamento da enfermagem, nutrição e fisioterapia como forma de preparação para o transplante. Agora transplantado, Reis só tem a agradecer à equipe. “Um trabalho espetacular, da equipe de enfermagem, da equipe de fisioterapia, de dentistas, de todo mundo, uma equipe multidisciplinar que funciona, que te põe para cima e que faz com que você possa ter fé de que daqui você vai sair curado”. 

De acordo com o Ministério da Saúde, 159 pessoas esperam por um transplante em Mato Grosso do Sul. A maioria das pessoas na fila por um novo órgão, espera pela transferência de um rim (155). Esse tipo de cirurgia, transferência de rim e coração, é feito apenas pela Santa Casa de Campo Grande. 

No Brasil, 38.388 pessoas aguardam por um novo órgão, sendo 35.239 à espera de um rim, 2.091 de um fígado e 402 de um coração. 

Confira abaixo as recomendações do Ministério da Saúde para quiser doar os órgãos: 

Se você deseja ser doador de órgãos e tecidos, a primeira coisa a fazer é avisar a sua família sobre a sua vontade. 

É importante falar para a sua família que deseja ser um doador de órgãos, para que após a sua morte, os familiares possam autorizara doação e retirada dos órgãos e tecidos. 

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só será realizada após a autorização familiar. 

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). 

É preciso conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto, deixando clara sua intenção de doar. 

 

Autorização familiar 

 

Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. 

A morte de um ente querido é sempre uma situação difícil para toda a família, mas é justamente nesse momento de perda que o sofrimento pode ser transformado em um ato de esperança ao dar uma nova vida para pessoas que aguardam em lista de espera por um transplante de órgãos ou tecidos. 

No Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Assim, mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a doação só acontece se a família autorizar. Dessa maneira, se a família não autorizar a doação, os órgãos não serão retirados e a oportunidade da realização dos transplantes, tirando pessoas das listas e devolvendo a vida ou a qualidade de vida, será perdida.   

A melhor maneira de garantir efetivamente que a vontade do doador seja respeitada, é fazer com que a família saiba sobre do desejo de doar do parente falecido. Na maioria das vezes os familiares atendem a esse desejo, por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Não é preciso registrar a intenção de ser doador em cartórios, nem informar em documentos o desejo de doar, mas sua família precisa saber sobre o seu desejo de se tornar um doador após a morte, para que possa autorizar a efetivação da doação. 

A doação consentida é a modalidade para a doação que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes. 

Por isso, é importante conversar com a família ainda em vida para deixar claro o desejo de doar! 

Entrevista familiar

 

Depois da confirmação da morte encefálica a família é entrevistada por uma equipe de profissionais de saúde, para informar sobre o processo de doação e transplantes e solicitar o consentimento para a doação. Após a manifestação do desejo da família em doar os órgãos do parente, a equipe de saúde realiza outra parte da entrevista, que contempla a investigação do histórico clínico do possível doador. A ideia é investigar se os hábitos do doador possam levar ao desenvolvimento de possíveis doenças ou infecções que possam ser transmitidas ao receptor. 

Doenças crônicas como diabetes, infecções ou mesmo uso de drogas injetáveis podem acabar comprometendo o órgão que seria doado, inviabilizando o transplante. A entrevista é essencial para a que a equipe possa avaliar os riscos e garantir a segurança dos receptores e dos profissionais de saúde. para a que a equipe possa avaliar os riscos e garantir a segurança dos receptores e dos profissionais de saúde.

 

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