Vigilância
Ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente
Neste ano, o Ministério da Saúde alerta que a dengue é a arbovirose (doença causada por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos), mais predominante nas Américas e principalmente no Brasil.
Embora a sociedade saiba das regras básicas para evitar o criadouro do mosquito e, consequentemente, a dengue, o órgão lembra que ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e que o período do ano com maior transmissão da enfermidade está compreendido entre os meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio.
O Ministério da Saúde destaca, ainda, que é importante evitar água parada, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente e, consequentemente, há maior disseminação da doença. Logo, é necessário ter cuidados diários com os pneus, garrafas pet, vaso que ampara a água das plantas ou qualquer outra superfície que possa acumular água e favorecer a proliferação do mosquito.
Há a boa notícia de que está aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde o dia 2 de março deste ano, uma nova vacina contra a dengue (a anterior era ministrada apenas na rede privada de saúde). A nova droga, batizada de Qdenga, e que foi desenvolvida por um laboratório japonês, apresenta o diferencial de ser destinada a um público mais amplo, pessoas de 4 a 60 anos, independente dela ter tido a doença ou não.
Com essa aprovação, futuramente será possível aplicar o imunizante tanto na rede privada quanto pelo SUS. Por tanto, o Ministério da Saúde precisa ainda decidir se irá incorporá-la no sistema público. Para isso ele irá solicitar a avaliação do imunizante pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias). Enquanto a vacina não chega ao SUS (Sistema Único de Saúde), cada estado brasileiro desenvolve suas campanhas com seus municípios.
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