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Whedson Kelver é a prova que fé e medicina operam milagres

O coração de mãe não se engana e elas sempre percebem algo diferente com um filho

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Whedson Kelver, é um menino de 13 anos, que seguia sua vida como um garoto nessa faixa etária. Estudava (ele está na 7ª série), andava de bicicleta, jogava futebol e curtia a infância curtindo todas as brincadeiras comuns nessa fase. Porém, o adolescente começou a se queixar de fortes dores na cabeça, e apresentar sangramento pelo nariz. A princípio, Fabiana Cabral, mãe de Whedson, acreditava que tudo aquilo era efeito do excesso de atividade física de uma criança. Como as reclamações do filho persistiram, a mãe dele passou a se preocupar, como toda mãe, e Fabiana levou o adolescente ao médico. Os atendimentos indicavam diversos problemas, como por exemplo, covid, e a família chegou a se isolar na quarentena, como orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde). 


Apesar desse cuidado, os problemas que afetam Kelver, não desapareceram. E como coração de mãe não se engana, Fabiana, percebia que, alguma coisa, que ela não sabia precisar o que era, estava acontecendo. O mal estar do menino persistiu ao ponto de comprometer até a audição e a visão do adolescente. Após forte determinação de Fabiana, uma tomografia foi feita no menino. 
Com o resultado, os médicos recomendaram que ela levasse o filho com urgência para Campo Grande, onde Whedson foi operado em caráter de urgência, e nessa cirurgia, a equipe médica diagnosticou um tumor cerebral germinativo maligno. Desde então, tudo mudou na vida da família, com a necessidade do gasto com o tratamento, mesmo que fosse através do SUS (Sistema Único de Saúde). 


“Nós ficamos bem desorientados com a notícia. A família inteira. Nós entregamos nas mãos de Deus e as pessoas nos ajudando também nesse decorrer do tratamento em Campo Grande, até que o médico deu uma notícia que não era boa pra gente. A notícia que o médico deu foi que a célula do tumor tinha morrido, tipo a “mãe” tinha morrido e nascido um “filho” que é uma célula germinativa.  Aí germinou outro “tumorzinho”, e o médico falou que não tinha mais o que fazer. Que não poderia mais fazer radioterapia nele, que ele não ia aguentar, que ele correria vários riscos. Aí a família ficou em desespero e pedimos a ele um encaminhamento para São Paulo”.
 

A mudança repentina para São Paulo, na busca de um tratamento, na conquista de um milagre com a ajuda de muita gente   

Ao descobrir o Hospital de Barretos, em São Paulo, Fabiana passou a buscar a possibilidade de conseguir encaminhar o filho para ser paciente da unidade. Sua perseverança de mãe obstinada a curar o filho, fez surgir um grande amigo, que acompanhava o tratamento de Kelver, o oncologista pediátrico Atalla Mnayarji, de Campo Grande, que ajudou nessa conquista, e a família seguiu com Whedson para São Paulo, com a ajuda de muita gente, inclusive do poder público.


“O Dr. Atalla, encaminhou ele para São Paulo, e lá o Hospital GRAAC acolheu a gente. Só que no começo, foi muito difícil, a gente dependeu muito de ajuda dos amigos, familiares, da divulgação do Rhobson, que hoje eu agradeço muito a ele. A prefeitura também nos ajudou muito, o prefeito Odilon. Todo apoio também, do Ministério Público, que também ajudou a gente. Mas no começo foi difícil para a gente. Eles arcaram com as passagens, os custos e a ajuda. E nós moramos lá durante sete meses. Eu e Deus. A gente nunca estava sozinho, sempre estava com Deus.  E sempre a cada dia com a esperança”.

Sem perder a fé, Fabiana e Whedson seguiram os sete meses confiantes no trabalho da equipe médica, com uma rotina diária de horário, que começava às 5h da manhã e só terminava por volta das 20 horas, para a realização de exames e tratamento. Até que o menino precisou fazer um transplante de medula, sendo que ele mesmo foi seu doador, e na nova cirurgia fez a retirada do tumor. Em seguida o adolescente ainda permaneceu três meses internado, e Fabiana sempre ali firme, ao lado do filho. Nesse período, os dois estavam certos que um milagre iria acontecer e o transplante autólogo (quando o paciente é seu próprio doador), daria muito certo, e realmente, essa nova cirurgia foi positiva.


“Ocorreu tudo bem graças a Deus. O transplante autólogo dele. E nesse decorrer do tempo que nós ficamos em São Paulo, a gente teve bastante ajuda. As pessoas que fizeram rifa, que fizeram doação, inclusive estou aqui para agradecer a todas aquelas pessoas, não dá para agradecer a cada uma, porque são muitas pessoas. Tem de longe, de cidades que eu não sei de onde que é, que apareceram. Então, quero agradecer a cada um. Nós chegamos até aqui por Deus, e por todos vocês que nos ajudaram. E agradecer primeiramente a Deus, que curou o meu filho. Que Ele está bem, graças a Deus ele está muito bem”.

 

Ao lado de seu pastor alemão, Zairon, Kelver experimento um momento emocionante e muito especial 

 

O milagre da cura, Kelver viveu durante os três dias que esteve desacordado no CTI e outros três na UTI. Nesse período, o menino revela que vivenciou um momento de se encontrar com Deus, ou mesmo Jesus (ele não sabe precisar). Whedson conta que seguiu por uma passarela, que balançava muito, na companhia de seu cachorro de estimação de nome Zairon, até pertinho de Deus ou Jesus. Kelver crê que foi nesse exato momento, que ele “renasceu” através da cura. Hoje, o adolescente se recupera a cada dia mais, em casa, em Aquidauana, enquanto realiza o tratamento, conseguindo ganhar peso para em breve, retornar a São Paulo, para novos exames de rotina do seu tratamento. Enquanto isso, ele segue firme nos estudos, recebendo aulas em domicílio (um direito legal). Por ser a prova de um milagre, o estudante deseja agora, realizar um sonho muito significativo.

Whedson Kelver quer ser advogado para poder ajudar muitas famílias, que assim como a dele, necessitou de orientação jurídica que ajudou bastante aos pais dele, em reconhecerem seus direitos, que ajudaram nas conquistas legais do tratamento do adolescente.  

O Hospital GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), em São Paulo, é uma instituição sem fins lucrativos, que foi fundada para garantir à criança e ao adolescente com câncer, o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida dentro do mais avançado padrão científico.   

Fabiana e Kelver seguirão em breve para São Paulo, e provavelmente passarão por lá nas duas datas de aniversário do menino. Segundo ela, o filho tem o dia 17 de julho como data do nascimento através da gestação dela, e o dia 21 do mesmo mês, o renascimento dele, pelo milagre da cura, realizado através do sucesso do transplante.   

Assista à entrevista:

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