Força Tarefa
Operação Prolepse envolve agentes de fiscalização e produtores rurais
Mais de 300 propriedades rurais receberam ações de conscientização contra queimadas em Mato Grosso do Sul, neste ano, segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA/MS). Cerca de 80% dos municípios do Estado foram alvos da Operação Prolepse.
A ação trata-se de um trabalho colaborativo entre PMA e produtores rurais, através da Operação Prolepse, que objetiva a prevenção aos incêndios em Mato Grosso do Sul, fomentando a informação e educação ambiental, bem como a repressão para diminuir as queimadas.
A operação foi lançada em 2021, pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), em parceria com a PMA. Foram cerca de 325 policiais mobilizados para a manobra.
O Sub Tenente da PMA, Hamilton Prado, conta que desde o lançamento da operação, notou uma queda nos registros de queimadas, sobretudo na região do pantanal sul. Conforme a PMA, o foco principal da campanha, que segue por tempo indeterminado, é a região do Pantanal que, em 2020, foram registrados os maiores incêndios das últimas décadas.
Os militares realizam vistorias relativas a denúncias, rotineiras de outros crimes e infrações ambientais. A Operação Prolapse utiliza tecnologias, para georreferenciamento das áreas, para definir com precisão os trabalhos preventivos.
Segundo a Capitã Tamara, da PMA, além da conscientização e orientação sobre queimadas, a operação Prolepse aplica, durante as visitas nas propriedades rurais, um questionário aos proprietários rurais.
“O questionário visa coletar informações relacionadas a atividade exercida na propriedade, predisposição a queimadas, medidas para se evitar as queimadas, conhecimento da legislação, localização, e a partir dessas informações são feitas as devidas orientações ao proprietário ou responsável e o acompanhamento daquela propriedade quanto a incidência de queimada no período da seca”, explica Tamara.
Ainda conforme o balanço apresentado pela Capitã, somente neste ano, a operação já visitou 6 propriedades rurais em Aquidauana, 2 em Anastácio, 8 em Miranda e 19 em Corumbá.
O conceito da operação é fomentar informações e atividades educativas aos proprietários rurais, funcionários e assentados, da mesma forma as ações foram aplicadas nas escolas rurais.
Em resumo, o foco é o trabalho colaborativo entre as forças de fiscalização, o Estado e os produtores rurais.
Além disso, as ações preconizam o combate ao fogo de forma colaborativa, já que, muitas das vezes, o efetivo não da conta de atender as demandas que envolvem o controle do fogo no pantanal, segundo informa o tenente Prado. Para ele, o trabalho que produtores rurais exercem nas áreas afetadas é de suma importância para o controle dos focos.
O nome da operação Prolepse, significa antecipação, antevisão, prenoção, que traduz o que a operação objetiva, já que a prevenção é a função primordial da Polícia Militar, prevista na constituição brasileira de 1984.
A PMA informa que o que tem-se percebido no Brasil ao longo dos anos são investimentos maiores na contenção de incêndios, quando os problemas ambientais já foram causados. A intenção da campanha é conscientizar para prevenir e evitar gastos com a contenção de incêndios e consequentemente as perdas pelas degradações ambientais.
Conforme a PMA, o que se tem percebido no Brasil ao longo dos anos são investimentos maiores na contenção de incêndios, quando os problemas ambientais já foram causados. A intenção da campanha é conscientizar para prevenir e evitar gastos com a contenção de incêndios e consequentemente as perdas pelas degradações ambientais.
A PMA informa que os trabalhos realizados na operação Prolepse ocorrerão todos os anos, desde 2021, seguindo objetivos, metas específicas e integradas com o uso de tecnologias, informação, educação ambiental e, por último, a repressão.
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