Meio Ambiente
Áreas de preservação ambiental foram as que mais sofreram com as chamas
O bioma pantaneiro, que se configura enquanto a maior planície alagada do mundo, teve quase 95 mil hectares alastrados pelas chamas, em 2023. Os dados são do Informativo de Monitoramento de Incêndios Florestais divulgado nessa quinta-feira (5) pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Em relação ao ano passado (2022), quando quase 210 mil hectares foram atingidos pelas chamas, as queimadas do Pantanal diminuíram cerca de 55% neste ano, com 92 mil hectares assolados.
Ainda assim, os dados do boletim destacam que na área de preservação da Serra do Amolar, os focos de incêndios aumentaram mais de 100%.
Isso significa que, no ano passado, foram apenas 25 hectares queimados na área de preservação ambiental, ao passo que neste ano, foram registrados mais de dois mil hectares devastados. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de MS (CBMMS), uma das justificativas está relacionada à recente onda de calor que o Estado tem enfrentado.
Os municípios de Corumbá (74,3%), Porto Murtinho (9,2%), Aquidauana (8,9%) e Rio Verde de Mato Grosso (6,5%) concentram 98,9% dos focos de calor no Pantanal, conforme dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destaca que o Corpo de Bombeiros já atua na região desde o dia 17 de maio com efetivo de 186 homens e mulheres nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais.
O Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) prevê temperaturas altas, entre 39°C e 42°C para os próximos dias e umidade relativa do ar variando entre 15% e 35% nas regiões Sudoeste e Pantaneira. Essas condições são agravantes maiores e redobram as atenções para evitar ocorrência de incêndios florestais.
Em grande parte do Estado o risco de fogo é considerado “crítico”, apenas a região Nordeste está classificada como risco baixo para ocorrência de incêndios, isso previsto para o dia 8 de outubro.
Conforme o boletim dos incêndios florestais, no ano passado foram queimados 673.350 hectares do bioma Cerrado no Estado, enquanto nesse ano essa área caiu para 312.900 hectares, que significa uma queda de 53%. O documento é elaborado em conjunto por vários órgãos vinculados à Semadesc e colaboradores (Cemtec, Cicoe-Pemif, Corpo de Bombeiros).
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