Um novo catálogo, que mostra a parte visível da Via Láctea, detalha a estrutura de 219 milhões de estrelas que compõe a nossa galáxia. O trabalho, publicado nesta semana no site do periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, é fruto de dez anos de análises usando o Telescópio Isaac Newton (INT), no observatório La Palma, nas Ilhas Canárias.
Os cientistas mapearam a parte norte da Via Láctea, mostrando a variação da densidade de estrelas, aglomerações de gás e poeira cósmica que a compõe. O telescópio usado pelos astrônomos, que possui um espelho de 2,5 metros, possibilitou identificar estrelas que jamais poderíamos enxergar a olho nu ? para conseguirmos vê-las, elas teriam que brilhar 1 milhão de vezes mais fortemente. Com ele, os cientistas conseguiram detalhar informações como a luminosidade dos sistemas estelares.
A imagem mostra a região que parece um disco e que contém a maior parte das estrelas da galáxia, incluindo o Sol. Esse é a segunda leva de dados divulgada pelo programa astronômico liderado pela Universidade de Hertfordshire, na Grã-Bretanha, com as informações do telescópio Isaac Newton. Catálogos como esses, com dados precisos de estrelas e planetas da Via Láctea ? ela é composta de cerca de 300 bilhões de estrelas e o mesmo número de planetas, de acordo com estimativas dos cientistas ? são as bases para os novos modelos de nossa galáxia, que estão sendo construídos pelos cientistas, revelando uma nova visão sobre o universo.