Carlos Frederico
Carlos Frederico Corrêa da Costa
E-mail cfccosta@terra.com.br
Quantos artigos, livros, palestras e seminários não encerram a lamentação de alguém que pergunta, implorando: "Como se consegue que um empregado faça aquilo que se deseja?"
A psicologia da motivação é incrivelmente complexa e o que foi apurado até o momento, pelo menos com alguma certeza, é deveras muito pouco. Contudo, a melancólica relação entre o conhecimento e a especulação não tem arrefecido o entusiasmo pelas novas poções miraculosas que surgem constantemente no mercado, muitas delas com recomendações acadêmicas.
É indiscutível que o presente artigo não reduzirá o número dessas poções, mas como as idéias nele expressas foram experimentadas em muitas empresas e outros tipos de organizações, ele ajudará - espero - a restabelecer o equilíbrio da relação acima relacionada.
Qual a maneira mais simples, mais segura mais direta de se conseguir que alguém faça alguma coisa? Pedir-lhe? Mas, se essa pessoa responder que não quer fazer o que lhe pedem, torna-se então necessário consultar um psicólogo para determinar a razão de sua obstinação. Mandar fazer? Sua reação mostra que ela não compreende o que dizem e agora se faz necessário o concurso de um perito em métodos de comunicação para mostrar como chegar até ela. Dar-lhe um incentivo financeiro? Não preciso lembrar ao leitor a complexidade e as dificuldades para instituir e gerir um sistema de incentivos. Mostrar-lhe como faz? Isto significa executar um dispendioso programa de treinamento. Precisamos de uma maneira mais simples.
Em palestras feitas à dirigentes de empresas verifiquei que o público anseia por respostas rápidas e práticas, motivo porque apresentarei uma fórmula direta e prática par motivar pessoas.
Em todo público há um dirigente partidário da "ação direta" que grita: "Dê-lhe um pontapé no traseiro!", porém existem outras formas, entre as quais as que seguem abaixo.

Se você tiver alguém ocupando um cargo, use-o. Se você não puder usá-lo, livre-se dele, ou pela automação ou pela escolha de outra pessoa com menor capacidade. Se você não puder usá-lo nem puder livrar-se dele, está enfrentando um problema de motivação.
Referência Bibliográfica
HERZBERG, Frederick. Como se faz para motivar funcionários? In: Biblioteca Harvard de Administração de Empresas. São Paulo: Editora Abril, 2005. p. 31-41.
*Carlos Frederico Corrêa da Costa é doutor em História Social, bacharel em Administração. Elaborou o projeto, implantou e coordenou o Curso de Bacharelado em Administração do Campus de Aquidauana/UFMS
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