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Gabriel Novis Neves

De novo

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Há poucos dias publiquei um artigo sobre a miséria. Como é um assunto que preocupa pessoas de sensibilidade social, retorno ao tema que muito me preocupa.
 
O governo federal, há mais de dez anos, iniciou uma batalha de combate à fome, à pobreza e à miséria.
 
O programa foi ampliado no governo passado e, a atual Presidente da Republica insiste na erradicação deste terrível mal que diariamente mata milhares de crianças em todo o mundo.
 
Temos uma situação bem melhor que a maioria dos países africanos, mas, mesmo assim, incomoda os nossos governantes perante o cenário mundial.
 
Os programas federais não exterminaram o tumor maligno dessa grave doença social em toda a sua extensão.
 
O governador, da atual administração, implantou o ?Mato Grosso Sem Miséria?.
 
Foi um avanço.
 
Agora, é a Prefeitura de Cuiabá - acoplada nesse programa verticalizado com os governos do Estado e Federal.
 
Como distribuir rendas para acabar com a miséria? Aumentando a distribuição de bolsas? Aumentando impostos?
 
Entendo que o caminho para atingir esse louvável objetivo tem que ser repensado.
 
Comungo com a opinião de um pensador sul americano, quando sugere que a melhor estratégia para enfrentar esse poderoso inimigo, seria exterminar as grandes fortunas inexplicáveis.
 
Não citarei nomes, mas é fácil identificar na elite brega, milionários que construíram fortunas exercendo o cargo de servidor público.
 
Os exemplos recentes estão aí para provar porque existe miséria em um país tão rico como o Brasil.
 
Onde é o nascedouro dessa fonte que favorece poucos?
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) dissecou a causa da miséria no Brasil.
 
Precisamos criar mecanismos de cidadania para evitar essa sangria mortal aos cofres públicos.
 
Com o dinheiro apropriado indevidamente e a impunidade, jamais chegaremos a atingir os objetivos propostos pelos governos.
 
Infelizmente, a tudo assistimos passivamente.
 
Essa injustiça impede que os cidadãos trabalhadores, na sua imensa maioria, sejam dignos e livres.
 
No momento esse tabu do enriquecimento ilícito é intocável.
 
Vamos tentar mudar a estratégia do combate à miséria, impedindo que esses procedimentos continuem sendo tolerados?
 
 
Gabriel Novis Neves 

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