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Gabriel Novis Neves

Para quem tem pressa

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Li recentemente um livro da escritora Emma Marriott - ?A história do mundo para quem tem pressa?. 
 
Em apenas duzentas páginas ela conseguiu resumir, brilhantemente, mais de cinco mil anos de história. Discorreu sobre os acontecimentos mais importantes da humanidade. 
 
Desde as mais antigas civilizações (Suméria, Egito e Babilônia, por exemplo) até o final da Segunda Guerra Mundial, tudo é abordado com elegância e precisão. 
 
Este livro permite que o leitor compreenda porque o mundo moderno mudou tão pouco em termos de comportamento humano, apesar do altíssimo desenvolvimento tecnológico. 
 
Fiz a primeira leitura em diagonal e agora estou saboreando com calma as nossas origens. 
 
A conclusão a que cheguei é que os ensinamentos que nos foram repassados não conferem com a verdade científica. 
 
Não irei comentar o surgimento das religiões por motivos óbvios. Causaria muita polêmica, e quem se interessar pelo assunto consulte o livro citado. 
 
Ficarei com breves linhas da história das conquistas do poder através dos séculos. 
 
Nada mudou desde que o homem é homem. Guerras, crueldades, maus-tratos à mulher, velhos e crianças foi o alicerce da nossa civilização. 
 
O homem nasceu para conquistar territórios e poder e, nesta ânsia de acúmulo de bens materiais, milhões de inocentes foram sacrificados. 
 
Recentemente o mundo ficou perplexo ao assistir em tempo real pela televisão a derrubada das Torres Gêmeas em Nova York, a destruição do Iraque - berço da civilização asiática - e o fim do Afeganistão, com milhares de vítimas inocentes. 
 
Tudo pelo poder propiciado pelo ouro negro e crenças religiosas. 
 
A Palestina, séculos após a crucificação de Jesus, foi totalmente arrasada, dificultando pesquisas sobre a existência do Cristo Jesus, filho de Deus. 
 
Voltando aos nossos dias. Todas as barbáries cometidas pelos povos antigos, como as loucuras de Nero incendiando Roma ou matando os cristãos, continuam acontecendo, mas, com novas maquiagens. 
 
No México, na época pré-colombiana, convocavam-se voluntários para serem sacrificados em homenagem aos deuses. 
 
Hoje, quantos são mortos por motivos religiosos? 
 
Se o mundo evoluiu em conhecimento, qualidade de vida e tecnologia, continuamos a praticar as mesmas barbáries do início da nossa civilização de forma bem mais sofisticada. 
Como se mata hoje em dia por nada! 
 
O ser humano é realmente inviável!
 
 
Gabriel Novis Neves

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