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Giovani José da Silva

Histórias de Admirar: Prêmio Victor Civita (Parte II)

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      No próximo dia 20 de outubro subirei ao palco da Sala São Paulo, na Estação da Luz, ícone arquitetônico da capital paulista, minha terra natal, para realizar a entrega do Prêmio Victor Civita 2014 - Educador Nota 10. Já fui vencedor do prêmio, em 2001, quando se chamava Professor Nota 10 e era entregue no Teatro Abril (atualmente Teatro Renault), localizado na famosa Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no bairro da Bela Vista.
 
Como já escrevi aos leitores, em texto publicado em julho último, algumas coisas mudaram ao longo dos anos na maior premiação da Educação brasileira. Agora, por exemplo, há uma parceria entre a Fundação Victor Civita, do Grupo Abril, e a Rede Globo de Televisão, o que cria a expectativa de que o evento poderá ser transmitido pela TV. Os finalistas de 2014, dez ao todo, representam os Estados de Minas Gerais (2 representantes), Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina (2 representantes) e São Paulo (4 representantes).
 
Selecionados entre mais de 3.500 inscritos, estes profissionais passaram por três etapas, até chegarem à grande final. Dentre eles, ainda será escolhido o Professor do Ano e neste ano, infelizmente, Mato Grosso do Sul não tem nenhum representante na festa. O Estado já teve finalistas em algumas edições, representantes de escolas localizadas em Campo Grande, Nova Andradina e Amambai.
 
Quando venci o Professor Nota 10 representei, com honra, um projeto pedagógico da área de História desenvolvido na Escola Municipal Indígena "Ejiwajegi" - Pólo, localizada na Reserva Indígena Kadiwéu, município de Porto Murtinho. Era a primeira vez que um projeto de uma escola localizada em área indígena chegava à final do prêmio, criado em 1998. Muitas razões me fazem ter orgulho de ter levado para casa o "Oscar" da Educação no Brasil: representar Mato Grosso do Sul, a terra que me acolheu na juventude e onde fiz graduação e mestrado, ambos na UFMS; representar o município de Porto Murtinho, terra onde minha mãe foi criada e onde parentes tão queridos e já falecidos (como minha tia-avó Irene de Jesus Torres Gonzales) descansam em paz; representar o trabalho árduo desenvolvido por professores em escolas localizadas em áreas indígenas.
 
Durante a entrega do Prêmio de 2014, daqui a alguns dias, relembrarei os momentos de ansiedade vividos naquela mágica noite de 09 de outubro de 2001, quando meu nome foi anunciado, pelo cantor Ivan Lins, como o melhor professor da escola pública brasileira. Ao subir ao palco 13 anos depois, desta vez como entregador do prêmio, só me restará, mais uma vez, agradecer aos professores do antigo CEUA pela formação em História recebida e aos meus alunos Kadiwéu, por me fazerem o profissional que sou hoje: Elee -niotagodo! Elee -niotagode! Muito obrigado!
 
 
Giovani José da Silva

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