Há um ano, em 19 de novembro de 2013, o Jornal O Pantaneiro publicou na Internet o primeiro artigo desta coluna, intitulado "Histórias de admirar: o início de uma jornada". Com ele, comecei junto aos leitores do jornal uma conversa em que ao longo das semanas fui revelando um pouco da minha trajetória e das pessoas, eventos e lugares que marcaram tais andanças.
Até o presente artigo, foram publicados 28 textos, alguns deles, por exemplo, reportando-se a meus familiares (Gregoria Ramona Torres Silva, João José da Silva), outros em que me refiro às experiências vivenciadas junto aos índios (Os Kinikinau, Durila Bernaldino, Aliano José Vicente) e alguns, ainda, sobre personagens que marcaram a minha passagem por Aquidauana, entre 1991 e 1995, quando fiz a Licenciatura em História no antigo CEUA (Rubens Corrêa, Arnaldo e Vilma Begossi).
O saldo, posso dizer, é extremamente positivo e eu só tenho a agradecer ao convite feito por Rhobson Tavares Lima, prontamente aceito por mim para contar a vocês, meus leitores, "histórias de admirar". Aliás, estou em dívida com a antropóloga Mônica Pechincha, que esteve entre os Kadiwéu no início dos anos 1990, realizando trabalhos de campo que resultaram em uma dissertação de mestrado, sob a orientação do Prof. Júlio Cézar Melatti na UnB, que tem exatamente esse título dado à coluna. É dela, portanto, o mérito de ter identificado entre os índios Kadiwéu, que eu só encontraria pela primeira vez em 1997, diferentes categorias de entender e narrar o passado.
Feita a devida referência (e reverência), só me resta agradecer aos que leram ao longo deste ano os textos da coluna, seja na forma impressa ou pela Internet, que curtiram em redes sociais e compartilharam com outras pessoas. O meu maior desejo sempre foi o de agradecer a todos aqueles que passaram pelo meu caminho, seja pela companhia ou pelos puxões de orelha, dividindo e somando comigo uma trajetória profissional iniciada na Escola Estadual Cândido Rondon e que passou pelos antigos IEA (Instituto de Educação Aquidauanense) e CERA (Fundação Centro de Educação Rural de Aquidauana) e que hoje continua no Estado do Amapá, extremo norte do nosso país, na Unifap (Universidade Federal do Amapá).
Como escrevi há um ano, "posso afirmar com certeza que as gentes do Mato Grosso do Sul, com suas memórias e vivências, não saem do meu coração e da minha mente". Obrigado a todos! Que possamos estar juntos nesta coluna por muitos anos pela frente.
Giovani José da Silva