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Giovani José da Silva

HISTÓRIAS DE ADMIRAR: O AMOR

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Que sentimento misterioso, poderoso e embriagante é esse que (dizem) arrebata mentes e corações e (também ouvi dizer) arremessa às pessoas que o encontram em meio a um furacão de emoções? Ah, caro leitor, como eu gostaria de poder dizer a vocês que eu já o encontrei (e o perdi), mas a verdade é que talvez ainda não o tenha experimentado plenamente. O que é? Que gosto tem? Possui cheiro? Como reconhecê-lo? Sei o que é amar (ou pelo menos acho que sei), acredito também saber o que é receber amor de mãe, de pai, de irmãs, mas o que é ser amado por outro alguém sem laços de sangue? Em que consistiria essa mágica? O amor transcende tudo, perdoa (embora não esqueça), segue em frente em meio às maiores adversidades. Posso estar idealizando o que penso ser o amor, mas a verdade é que não vivemos apenas do "pão nosso de cada dia": a vida exige uma boa dose de idealização, de fé e de esperança de que se as coisas ainda não deram certo e não se aprumaram, haverá a chance de haver uma luz no fim do túnel (e que não seja o trem vindo em direção contrária!). Não, eu não estou desanimado, nem perdi as esperanças de encontrar/ viver/ experimentar o amor. Ele pode estar mais perto do que imaginamos, pode não ser todo "certinho" como gostaríamos que fosse: ainda assim, pode preencher e aquecer nossos corações em tempos tão sombrios como os que vivemos. Conheci pessoas ao longo de minha (curta) vida que parecem nunca ter amado ou, se amaram um dia, já teriam esquecido como foi/ era. Pessoas amargas, que carregam consigo mágoas, ressentimentos e rancores que não devem fazer bem nem a elas e nem àqueles que as cercam. Deus me livre e guarde de viver pela vida arrastando correntes, exigindo dos outros o que nem eu mesmo posso fazer por mim ou pelos que estão a minha volta, sem dar uma chance sequer para o amor! Ultimamente tenho pensado muito nesse sentimento, no amor-próprio que deveria ser cultivado dentro de nós, para que desabrochássemos como uma flor e pudéssemos "tocar" os outros com o "cheiro" do amor. É apenas uma metáfora, que encerra uma valiosa lição, apreendida a duras penas nas últimas semanas, nos últimos meses, nos últimos anos: quem não sabe o valor que tem, quem não tem segurança sobre o que se é/ tornou, enfim, quem não gosta de si mesmo, dificilmente (eu diria, que é impossível!) saberá amar. Porque o amor é um duro e doce exercício diário, cotidiano, de construção de uma relação baseada em amor-próprio, em doação e também em concessões. Esconde-se em pequenos (e grandes) gestos, tais como abrir a porta do carro/ da casa para o outro quando as mãos dele estiverem ocupadas, abrir um sorriso largo de confiança quando as nuvens cinzas se aproximarem, estender as mãos apenas para agradecer ao outro o fato de dividirem juntos as dores e as delícias da vida! Sim, meus caros leitores: iniciei o texto dessa semana parecendo desanimado com o amor, desacreditado no sentimento maior da vida e o encerro realizando uma profissão de fé. Se ainda não encontrei o grande amor da minha vida, se ainda não experimentei o que é receber carinho/ afeto sem que me pedissem nada em troca, posso dizer, com honra, que já ofereci tudo isso a algumas pessoas. Não cabe a mim julgar se elas foram (ou não) merecedoras do meu amor. O que posso lhes dizer, com certeza, é que no momento em que escrevo estas linhas tortas, tenho procurado exercitar o amor-próprio, cuidando melhor de quem eu sou/ de quem eu quero me tornar. Afinal, quem sabe o amor da minha vida (será que ele existe?) não esteja esperando por mim em algum lugar desse planeta, sem esperar perfeição, sem querer submeter-me as suas próprias vontades e com muita, muita vontade de fazer... AMOR!
 
          

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