E assim em momento ímpar se torna presente o passado com todas nuances e transformações.
Eis o tempo que sempre traz lembrança, presente com tudo de bom e de ruim. Principalmente fatos políticos sejam quais forem.
Nossa memória se aguça através das comparações e do famoso e infantil ?por que? ?
Mas, os fatos aconteceram e não foram de graça. Algum motivo houve....
Mudança houve para o bem ou para o mal. E o que mais chama atenção é a transformação comportamental e os lances da perfeita sabedoria e o encontro com os problemas do contexto.
Se ?... tempo é? torna-se o melhor jornalista do momento, esquadrinhando tudo aquilo que os melhores e mais sábios marqueteiros não conseguem vender: a exatidão da vida.
O tempo é bem mais forte que a palavra, mesmo sendo estudada, trabalhada e produzida para aquele átimo (momento). Mostra o que realmente aconteceu. Tem a força de um predador. Nada o detém!
É tão cruel e devorador que a palavra se fragiliza diante dele. Torna-se impotente e sem força de convencimento. É a supremacia do calendário, da folhinha ou do relógio, resumindo tudo-tempo.
Faz-nos ver, também que nada de novo está por acontecer: sempre os mesmos, os mesmos....
?...o tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada.?
BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, Thiago. Reinvenções de si mesmo. Correio do Estado, 28/11/2013, Caderno B, p. 1.
RIEDEL, Dirce, Carlos Lemos, Ivo Barbieri, Therezinha Castro. Que fazer do relógio. Texto Montagem com fragmentos de Machado-Drummond-João Cabral-Guimarães Rosa. Literatura Brasileira em Curso. Rio de Janeiro: Editora Bloch, 1974.
Maria de Lourdes Medeiros Bruno