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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

"MÃO"

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“MÃO”

“Agora porque preciso de tua mão,

não para que eu não tenha

medo,

mas para que tu não

tenhas medo.

Sei que acreditar em tudo

isso será,

no começo, a tua grande

solidão.

Mas chegará o instante em

que me darás a mão,

não mais por solidão, mas

como eu agora:

Por amor”.

LISPECTOR, Clarice. Reflexão Poemas e poesias de Clarice Lispector. POEMAS... Disponível em . Acesso em 29 de fev. de 2020.

REFLETINDO:

Uns versos infinitamente lúcidos e atuais, sem deixar de lado a essência do poema leve e delicado.

“As mãos”, parte de um todo físico que se depara com a solidão, para depois encontrar o amor.

Percorre caminhos do medo, como qualquer ser vivente e logo depois encontra o amor.

Eis que a vida se apresenta diante de nós dos versos e do poema.

Maria de Lourdes Medeiros Bruno

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