Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Clarice Lispector, textos, reflexões e pensamentos.
Josiane A. B. Silva
“... Mas eu não obedeço totalmente se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita.”
Em o“objeto perdido”, manuscrito, Água Viva (1971).
Considerações Literárias:
Exatamente.
Ser humano objeto, que seja um objeto barulhento. Ensurdecedor, para que todos saibam que ele, o humano, é um objeto que sabe do tempo de sua utilidade e validade.
Utilidade? Para que serve? Para onde vai? E com quem? Sozinho? Ou em manadas? Vai, mas grita!
Validade? Longa. Média ou instantânea? Tipo leite integral? Jogou? Diluiu. Acaba e quem consome se dará por satisfeito?
Há de se “obedecer” ou não?
Mas a obediência tem fim lucrativo? Se tiver é caro ou vale apenas um bolinho com glacê com a data da validade vencida e amargo?
Então grite!
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Clarice Lispector, textos, reflexões e pensamentos.
Cláudia Maria Silva
“Não façamos esforços inúteis, pois o amor nasce ou não espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue ; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa.
Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.”
Clarice Lispector, em “Correio para mulheres”. Rio de Janeiro: Rocco. 2018.
MEIO AMBIENTE
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INÉDITO
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