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Maria de Lourdes Medeiros Bruno

PARTE XV: AUTOESTIMA FEMININA:FORTIFICÁ-LA!

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XV PARTE

 

AUTOESTIMA FEMININA: FORTIFICÁ-LA!

 

Hoje, dia 15 de junho de 2021, em pleno momento de uma anormalidade que jamais a humanidade será o que já foi um dia. A humanidade não voltará. Ilusão pensar o contrário.

Mas e daí?

E daí, cabe à mulher com todos os seus sentidos perceber a situação. E na maioria das vezes com pouca ou pouquíssima ajuda do próximo ou da próxima.

Por quê?

Porque para variar deverá fazer tudo sozinha virtual ou não? Home office ou não!

Observando:

Serviços da casa continuam serviços domésticos: agora dobrados, porque a família todinha está em casa.

Trabalha no famoso e moderno home office, assim como, também, na vassoura, nas panelas e nas roupas limpas e passadas. E com quase toda família em casa.

Horário de trabalho oficial e horário do trabalho doméstico. E não podem bater. Não há logaritmo que resolva a situação da mulher. E ela sabe disso. Muitos não! E nem querem...

A louça continua na pia. As roupas, no tanque ou na máquina, esperando... e esperando, para serem lavadas e passadas.

Acentuando, agora a presença das máscaras. Batons esquecidos... por enquanto, em alguns casos.

Cuidados maiores e ligados à sobrevivência: lavar as mãos (antigoooo), higienização mais frequente e sempre.

Roupas, imaginação a mil...sapatos... compras.... sacolas duplamente cuidadas e agora higienizadas. E para completar : isolamento e distanciamento!

Por conta de quem?

Na maioria dos casos da própria mulher! Em alguns casos têm ajudas. Sem radicalizações ou exageros.

E sempre lembrando “pessoas da família:” – Não saiam sem antes colocar as máscaras. E não se esqueçam do álcool gel? Já lavaram as mãos com sabão? Todas as perguntas e avisos na toada materna recheadas de carinhos e atenções!

E outras expressões da modernidade on-line. Aula on-line um verdadeiro mix das situações domésticas do agora: Liga computador. Olha o arroz que está queimando! O cachorro fugiu. Entre tantas outras expressões da vida do novo normal!

Eis que surgem também todos os sentidos femininos na vida de um tempo que surgiu de maneira inesperada e cruel.

E segundo Clarice Lispector, num passado, antecipando um presente engessado na crueldade de alguns humanos: “Não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver”.

 

Maria de Lourdes Medeiros Bruno

 

Bibliografia:

 

P11 as palavras de Clarice Lispector/ Curadoria de Roberto Corrêa dos Santos –.1 ed – Rio de Janeiro. Rocco. Página: 258

 

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