Terra molhada
Fez-se um rastro na terra
Um trilheiro fininho, tortuoso
Riscado pela água impura, salgada, sódica
Uma formiga seguiu o rastro....lambeu a terra molhada
Inebriou-se, seguiu metódica, juntou as folhas, trituro-as
A terra permaneceu molhada, não secara
Brotou de vias de escoamentos lacrimais
Cujo ph altera o volume, abre sulcos, infiltra-se
Muda a coloração da terra
Entranha no solo, nos minerais invisíveis
Dos zóio pingavam mais água
A terra vincava, crispada, rusgada
Pocinhas d'água feitas da dor
Terra e pés vincados, rachados
Ranhuras na alma
Arranhões na mente
Escaras incicatrizáveis no coração
Escorado num pé de pau com os zóio fitados no chão
Peito comprimido, mãos desconectadas
Vida inquieta, desejos alados...
Incertezas acesas, tantas estrelas...
Rumos perdidos, forças intrínsecas...
O apogeu que há em nós...
Superação!!