Uma paisagem que arrepia
Uma miragem para a poesia
Um abandono, um descaso que contraria
Um povo que contagia
Uma bugresia que outrora não desobedecia
Quintais, hoje acimentados, não enferrujam mais bacias
Não passamos mais férias nas casas das tias
Para a vó, "tomávamos" a benção, todos os dias
Feliz cidade
Felicidade, uma utopia
Uma vontade, autonomia
Oportunidades, sonho que acaricia
Um desejo coletivo
Abalizamento no administrativo
Eficácia e eficiência são o objetivo
O povo,sofrido,sem virgulas, sejam todos aditivos
Sem porteira, nem portão, como bem merecia o povão
Para rimar com pantanal lhe ornamentaram com portal
Sol escaldante, emoldurante, seu recurso natural
Guarida da pecuária,do pantaneiro valente, genial
Quem aqui come pacu,nunca viu céu mais azul
Quem é chique ou quem é jacu
Exuberância assim, só a olho nu
Aqui tudo é grandioso, tal qual o nosso tuiuiú