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Raquel Anderson

Na hora da Guerra

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Raquel Anderson

A esperança se encerra
Quando a rima é doída
A vida, desvalida
O medo maior é fecundado
Miséria tem a cor do pecado
Misericórdia pela discórdia
E a gente, impotente,
Sente o dissabor de ser gente
Não há hora, dia, noite
Tudo é açoite
Talvez, seja tarde para rever
O que se há de fazer...
O mundo é, está, sempre foi doente
Para sofrer a gente também carece ser decente.
 

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