Naquele tempo ...
As letras de muitas canções brilhavam e borbulhavam feito mantras
Imagens e memórias do tempo da infância
De repente, perturbava a mente de quem pelejava para manter-se um pouco como criança
Num canto do coração, diariamente, tinha resenha e revisão...
No alforge, na bruaca, no sapicuá, transversal, sempre ficou guardado coisas, causos e causas do Pantanal.
Tudo e o todo, vivido ou contado, estava acumulado no peito despedaçado...
Dor e alegria fundiram-se em poesia
Tristezas e dilemas viraram poemas
Algumas paixões platônicas resultaram em crônicas
Delicadezas e emoções, Sorvedouros e turbilhões
Naufrágios sem embarcações..
Imersão e reaparição com uma caneta na mão
Naquele tempo, a dor decidiu gritar, virou humanização e literatura hospitalar
Naquele tempo, sentimento e sintonia rendeu-se à biografia
Naquele tempo, esse tempo, hoje, o dia todo, todo dia, a pauta é o amor
É o Dia do Escritor.
Raquel Anderson