Raquel Anderson
Com a habilidade de um gancho, manso, que segura a rede no bom balanço que nunca prevê o tombo, ou com a metidez de um metal reluzente, a passear, malandramente, em profundas águas claras ou turvas, resultante de enchente, o anzol engana o peixe, como a vida blefa com a gente.
Baila, à nossa frente, o que é desejo, envolvente e, feito peixe, uma hora, mais do que a isca que escapa na correnteza, o anzol permanece, premeditadamente, dançando, sendo sempre o disfarce atraente...
Nenhum barco impede a sedução sob seu casco, nenhum amor difere, metaforicamente, do peixe e o anzol numa peleja iluminada com réstias e restos do sol...nenhuma criança, filha de um viril anzol, compreende a saga de uma mãe içada, boca calada, apesar das relutantes rabanadas de sua bela cauda prateada.
Nenhum porto, nenhuma reentrância ou enseada, nenhum seio rijo, nenhuma barca encalhada, impedem a clemência da noite que vê na luz da lua o que é uma fêmea exaltada.
Raquel Anderson
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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