dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
É comum quando andamos pelos bairros da cidade, observarmos diversas pessoas ociosas. Muitas vezes até perguntamos "como determinadas pessoas sobrevivem", ficando o dia todo tomando tereré, dormindo ou assistindo a "sessão da tarde". Na busca por essa resposta podemos chegar a conclusões preocupantes. A justificativa do desemprego, em parte, não procede, porque sempre há alguma coisa há fazer. Tem desempregado ralando por ai: entregando currículo, se reciclando, fazendo algumas coisas do mercado informal ou até procurando um templo para rogar que a ajuda venha do alto. O fato é que existe gente ociosa mesmo. Que não quer trabalhar ou não aceita fazer qualquer coisa. Os ladrões fazem parte deste grupo. Lembro-me que, trabalhando num projeto social em Dourados, ouvi de um menor delinqüente: "trabalhar para ganhar um salário mínimo, quando a gente, em pouco tempo, pode ganhar o mesmo ou mais com o roubo?".
A Bíblia condena veementemente a ociosidade. Talvez por isto um pensador cristão disse, certa vez, que antes de confiar num homem devemos perguntar-lhe: qual o seu modo de vida? Em que trabalha? E se ele disser: "não faço nada", deveríamos nos afastar. O ocioso, do ponto de vista bíblico, está entre as pessoas que devemos evitar. Primeiramente, porque o homem deve viver daquilo que obtém com o suor de seu rosto. Neste sentido, temos um bom argumento para condenar qualquer provento que não venha do trabalho, como todos os tipos de jogos, principalmente a loteria. No afã de defender o trabalho como honroso e necessário as Escrituras o coloca numa perspectiva cúltica. Ou seja, cultuamos a Deus, também quando trabalhamos, porque o trabalho é honroso para Deus e dignifica ao homem.
Devemos também rejeitar vínculos mais profundos com os ociosos porque a ociosidade é a porta de entrada para uma série de coisas ruins como roubos, jogos, assassínios. As estatísticas estão aí para confirmar que geralmente essas coisas são praticadas por gente que não "não tem o que fazer". Por isto se diz que "mente ociosa é oficina do diabo". A partir de uma mente desocupada o diabo trabalha "n" ações reprováveis. Um exemplo muito comum pode ser comprovado nas ações prisionais efetuadas pela Polícia. Raramente a Polícia persegue e prende uma pessoa que esteja trabalhando. Os malfeitores, geralmente, estão entre os ociosos. Finalmente a ociosidade deve ser evitada pelo fato de atrair o mal. Asbel Green tinha essa compreensão. Ao ser encontrado certa vez trabalhando, mesmo tendo 80 anos de idade, justificou: "tenho que continuar trabalhando, para me afastar do mal!". Por essas e outras razões evitemos os ociosos ou não tenhamos os mesmos entre aqueles que fazem parte de nosso círculo mais íntimo de relacionamentos. Isto é bom e agradável a Deus!
Pastor da Igreja Presbiteriana de Aquidauana
Contato: Vivaldo_ms@hotmail.com
Home: www.ipbaq.com
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