CLIMA TENSO
O clima calmo, sereno e tranquilo do início de campanha eleitoral em Aquidauana aos poucos foi ficando tenso. Pior é que nos últimos 15 dias a tensão foi por conta de operações policiais desencadeadas por investigadores da Polícia Civil local e pelo Gaeco.
ESQUENTA
O clima esquentou na semana passada quando a operação ?Abigeato Pantaneiro? da Polícia Civil desbaratou uma quadrilha especializada em furtar gado na região. O fato respingou no meio político e na campanha eleitoral local pelo fato de uma candidata, considerada forte na coligação do candidato a prefeito Zé Henrique, ter sido investigada e a polícia ter confirmado que a candidata tem envolvimento direto com a quadrilha.
INDICIADA
Após os meses de investigações e diligências efetuadas pela Polícia Civil, além de vários autores terem sido autuados por crimes entre, porte ilegal de arma, furto qualificado e formação de quadrilha, a candidata Lenilda Damasceno foi indiciada por receptação. Na fazenda dela foram apreendidas reses furtadas. A operação da Civil de Aquidauana indiciou 10 acusados membros e envolvidos com a quadrilha.
PARAJÁS
Quando tudo parecia ficar apenas nos discursos inflamados das reuniões, dos programas de rádio e dos comícios, Aquidauana amanheceu, na quinta-feira, sob uma ?chuva? de promotores e policiais do Gaeco. A operação denominada ?Parajas?, que significa chuva rápida, deteve cinco servidores da prefeitura de Aquidauana suspeitos de usarem seus cargos para a prática de crimes contra o erário.
PARAJÁS & TUPI-GUARANI
Na verdade, o nome Pararajás, escolhido pelo Gaeco para batizar sua operação foi em decorrência do significado ?Deusa Tupi-Guarani da honra do bem e da justiça?.
FAUZI X MP
A operação do Gaeco em Aquidauana é mais um round do duelo travado entre o prefeito Fauzi e Promotoria da comarca local. A ?briga? vem se arrastando há anos e no centro fica o cidadão comum assistido a tudo. O ápice deste ?pega? sensacional foi em junho passado quando Fauzi se revoltou com a ?marcação serrada? da promotoria contra sua administração e em nota descascou o verbo pra cima do promotor José Mauricio.
RESPOSTA
A primeira resposta do MP foi branda com apenas uma nota de apoio ao promotor aquidauanense, divulgada em 19 de junho pela Associação dos Membros do Mistério Público de MS. Pelo visto, o desabafo de Fauzi cutucou o ?Parquet?, vez que o Gaeco entrou no caso a pedido dos promotores de Aquidauana José Maurício de Albuquerque e Antenor Ferreira de Rezende Neto
CASOS
No fritar dos ovos, agora resta aos promotores encontrarem as tão esperadas provas cabais. Não há como negar que as operações desencadeadas pelo Gaeco sempre geram e promovem um ?espetáculo? midiático. Não tem como evitar. Foi assim em Corumbá, Ladário, Nova Andradina, Cassilândia... Só para lembrar, em Corumbá o candidato do prefeito lidera as pesquisas para prefeito. Parece que a ação investigatória não provocou prejuízos eleitorais ao chefe do executivo daquele município.
EM SUMA
A indagação neste finalzinho de campanha eleitoral é a seguinte: qual das operações que pode influenciar diretamente na decisão do eleitor? Abigeato Pantaneiro ou Parajás? Percebeu que estamos com abundância de alternativas? É pra acabarrrr.