Ao atravessar a ponte sobre o Aquidauana,
Fico a observar a lentidão das águas...
Que caminham em passos de Iguana!
Arrastando-se sobre a areia e chorando suas mágoas.
Seu murmúrio, já nem se houve mais!
O que se vê são resíduos fétidos retidos na ribanceira.
Os pacus esturram seus tristes ais...
Ofegante em meio a dejetos em formato de esteira.
As margens escarpadas, escorregam para o leito...
Obstruindo a passagem da água barrenta.
O ronco das lanchas... As crateras aumentam!
De rio navegável a rio temporário...
Do Porto Geral, a cadáver ossuário.
Rio +20... Eleição... E dele, nem lembraram!