Os rumos da sociedade
Estão sendo desvirtuados
A ganância, o pecado
Já virou calamidade
É traição, deslealdade
Invadindo corações
Esquece as obrigações
Buscar um mundo perfeito
O propósito do sujeito
É causar complicações.
Este mundo está marcado
Por tantas perturbações
Conflitos de opiniões
Deixa o povo irritado
Com os ânimos alterados
Só pensa em se dá bem
Faz descarrilar o trem
Pensando em levar vantagem
Desgraça pouca é bobagem
Não se respeita ninguém.
Esse frenético caminhar
Causa medo calafrio
A outra margem do rio
Fica difícil alcançar
Saber onde quer chegar
É o grande desafio
Pois, o humano arredio
Esqueceu a sua origem
Chega a sentir vertigem
Fica a vida, pelo um fio
Pedir ao Grande Arquiteto
Vida com discernimento
Saúde, paz e talento
Buscar o caminho certo
Simples, humilde, modesto
Irrigar alma e coração
Com sangue da emoção
Desvencilhar da tapera
Do abismo, da cratera
Que implode o coração.