Ganhei um belo presente
Agora há solução
Estou cheio de razão
Companheira competente
Esposa não é parente
Mãe das minhas crias
Darei uma secretaria
Para ela chefiar
A renda vai melhorar
Teremos melhores dias.
Isso é ?uma vergonha!?
Diria Boris Casoi
À custa de todos nós
É uma bela façanha
Novamente o povo apanha
E não aprende a lição
Cada pleito, eleição
A mesma promiscuidade
Renova a edilidade
Mas... Desconhece a função.
A carta Magna do País
Deveras desrespeitada
Tem sujeito, camarada
Com atitude infeliz
Só topete e nariz
Entra cheio de razão
Rasga a constituição
Achando que tudo pode
Documento, seu bigode
Sou o cara, sou o Bão!
Diante da submissão
Do poder fiscalizador
Ao invés de contrapor
Aceita a indicação
Como fica o cidadão
Por eles representados
Órfãos, abandonados!
E a farra continua
Nepotismo perpetua
E o povo... Oh, coitado!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 09/01/2013