Prato que ?se come cru!?
Segundo o velho ditado
Mal ao mundo tem causado
Pobre, de espírito nu
Mantém vazio o baú
Coração, do ser humano
Frio, calculista, tirano
Sem nada a oferecer
Com certeza ao morrer
Ninguém ficará chorando.
Adulto que guarda mágoas
Contagia... A criança
Desvirtua a esperança
Contamina vida, água
À luz, do mundo apaga...
O colorido do céu
Mancha com sangue o papel
Presta ao mundo desserviço
Dele, torna-se o precipício
À justiça, simples réu!
Não justifica guardar...
Coração, acumular ódio
Como um troféu, o pódio
Ao primeiro que chegar
Depois, se vangloriar
Da semente que plantou
Qual daninha, germinou
Chega a hora da colheita
Morte, uma mala preta
A chave, tem o Senhor!
Chega o momento de abrir
Conferir o seu estoque
Qual parede sem reboque
Cheia de grilos, cupins
Chupança e micuins...
Ao humano, traz doença
Quem plantou a desavença
Nada terá pra colher
Dentro da mala vai, ter...
O Veredito, a sentença!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos