Valdemir Gomes
A...
Cidade desperta... Sonolenta!
As ruas permanecem... Vazias!
Só por Deus... “Virgem Maria!”
Acaba de vez essa tormenta...
Povo cansado não... Aguenta!
Como... Viver encurralado!
Em casa, no sofá... Sentado!
Sem poder ir ao trabalho...
Digamos, sair... Ato falho!
No piquete feito... Gado!
Esta triste realidade...
Atinge vários... Continentes!
Como romper... Corrente!
Sanar... Superar dificuldades!
Pessoas tomadas pela ansiedade...
Em desespero nessas... Alturas!
Cemitérios, centenas... Sepulturas!
Sem poder velar... Parentes!
Como se fossem, indigentes...
Lágrimas, ninguém... Segura!
Tempos de estrema dificuldades...
Falta comida na... Mesa!
Aquele cidadão, fortaleza...
Dos bons tempos... Saudade!
Exercer suas atividades...
Está de veras... Proibido!
Agora, sem rumo... Perdido!
Falta leite, chora... Criança!
Desesperado, começa... Lambança!
Definha, aquele... “Sacudido!”
O gestor parece... “Lunático!”
Não tem nada de... Modesto!
Faz trocas, acaba... Resto!
Continua parado... “Estático!”
Ignora o óbvio... Prático!
Infelizmente... Incompetência!
Abusa da nossa... Paciência!
Cada dia, nova... “Faceta!”
Só falta adotar... “Piruetas!”
Para cesta do lixo... Ciência!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 28/04/2020.
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