Valdemir Gomes
Ouvi...
Murmúrios, lamentos... Choro!
Corri... Debrucei sobre a janela!
Percebi, escorrendo na tela...
Lágrimas fazendo... “Coro!”
Achei... Desrespeito, desaforo!
As calçadas, tristes... Desertas!
Empoeiradas... Folhas encobertas!
Realmente, silêncio... “Sepulcral!”
Pássaros cantando... Coral!
Gente, entristecida... “Boquiaberta!”
Ela, lacrimejando... Perguntou:
Porque me... Abandonastes?
Nas calçadas não mais pisastes.
Sinceramente minh’alma... Chorou!
Uma tristeza sobre... Pairou!
Como justificar o... Sumiço!
Porque não vou... Serviço!
Exigiu... Convincente explicação!
Sabiá, seu cantar... “Oração!”
Não resposta, triste... Rebuliço!
Saiba... Você é importante!
Argumentava, amiga... “Rua!”
Sem, transeunte, fico... “Nua!”
Circula, tristeza... Gritante!
A vida, não segue avante...
Comércio, todos... Fechados!
Proprietários, preocupados...
Sinto-me sem... Serventia!
Desorientada, deserta... “Vazia!”
Na verdade... “Endividados!”
Diante do aludido... Posto!
Quero solene... Resposta!
Sai da janela... Desencosta!
Afinal, sou fruto... Imposto!
Tire esta focinheira do rosto...
Quero vê-lo de cara... “Limpa!”
Dias melhores... “Garimpa!”
Adoro sua bela... História!
Tê-lo pelas calçadas... “Glória!”
Admiro-te, cara... “Supimpa!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 15/05/2020.
INÉDITO
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ZONA RURAL
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