Valdemir Gomes
O...
Belo tilintar da biqueira...
Regia a orquestra... Madrugada!
Eu, nos braços da amada...
Coração, brasas... Fogueira!
Amor, chamas... “Faisqueiras!”
Como água, escorria... Desejos!
Exalava feromônios... Lampejos!
Tudo acontecia, num... Repente!
Solo fértil, despejava... Sementes!
Adubado por carícias... Beijos!
Para apimentar... Recinto!
Vento, relâmpagos... Trovões!
Aguçava, instintos... Emoções!
Ambos, sedentos... Famintos!
Côncavo, convexo... Labirinto!
As horas como... Escorriam!
Nossos... Saciados, sorriam!
Chuva... Orquestra, ritual!
Ambiente privativo... Informal!
Almas, prazeres... Nutriam!
Pelas frestas, discretas... Janela!
Flash dos raios... Adentravam!
Carícias, desejos... Aumentavam!
Amávamos sem regras... Tabelas!
Calmamente, acariciava... Cartela!
Num repente, rompe... Aurora!
Molhados, como lá... “Fora!”
Felizes em nossa... “Abadia!”
Sabiá dá início... “Cantoria!”
Momentos, tudo... Corrobora!
As ruas vazias... Desertas!
Apenas água... Escorria!
A noite invadindo dia...
Intimidade, amor... Liberta!
Excessos, errou... Conserta!
Viva intensamente... Momento!
Tempo de demonstrar... Sentimento!
Dê à vida mais... Mais valia!
Esquece, Corona Vírus... “Pandemia!”
Sem culpas, remorso... Ressentimento!
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 17/05/2020.
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
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