Valdemir Gomes
Hoje...
Sentei na varanda... Saudade!
Avistei a rua, sem... “Deserta!”
Parecia nua... “Descoberta!”
À mostra, suas... Intimidades!
Aprendeu, nada vale... “Vaidade!”
Diante do triste... Imprevisto!
Momento, sombrio, sinistro...
Passou um filme... “Tela!”
Nem o sabiá... “Tagarela!”
Regia orquestra de... “Cristo!”
Olhei para o... “Firmamento!”
Brilhava o sol, céu... Azul!
Soprava, calmo vento... “Sul!”
Hospitais, faltando... “Fomentos!”
Vidas, na berlinda... “Fragmentos!”
Aos profissionais... “Improviso!”
Na chegada, triste... “Aviso!”
Infelizmente, não... Vagas!
Ambulância, vidas... “Apagam!”
Gestor, um sádico... “Sorriso!”
Na retina, íngremes... Desejos!
Escorriam, bruscamente... Esperança!
Dos bons tempos... “Lembranças!”
Como flash, apenas... “Lampejos!”
Por segundos, alguns... “Bocejos!”
Entendi, tudo na... “Transitório!”
Mudei, foco, música... “Repertório!”
Mas, ele não muda... “Roteiro!”
Arrogante, imprudente... “Bravateiro!”
Parece animador... “Auditório!”
Num repente, virei... Desconhecido!
Uma inusitada... “Brincadeira!”
No rosto, máscara... “Focinheira!”
Andar sem, agora... “Proibido!”
Por desobediência ... “Detido!”
Planalto, bando... “Fanfarrões!”
Povo, gado, carreiro... “Ferrões!”
Cada dia, nova... “Presepada!”
Cloroquina, solução... “Piada!”
Contra, a favor... “Facções!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 20/05/2020.
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Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
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