Valdemir Gomes
Num...
Num repente, suave... Macia!
Vai escorrendo pelos... Dedos!
Desperta, curiosidade... Medo!
A cada janeiro... Anuncia!
Mais um ano, quem diria...
Assim, acumulo... Experiência!
Jaz, sorriso... Inocência!
Começa fase... Juventude!
Adolescente, rebelde, rude...
De questionável... Convivência!
Sente-se, dono da verdade...
Insolente, arrogante... Poderoso!
Diz para o espelho... “Gostoso!”
Não tem nada... “Humildade!”
Discute, briga sem necessidade...
Importante marcar... “Território!”
Seu desconexo... “Repertório!”
Nada a ver com... “Sistema!”
Vive, um grande, dilema...
Adora plateia... “Auditório!”
Aí, chega fase... “Adulta!”
Encarar mercado... “Trabalho!”
Percebe, sem coringa... “Baralho!”
Hora de rever... “Conduta!”
Papai, mamãe... “Escuta!”
Simplesmente, desce... “Pedestal!”
Adapta-se às regras... “Ritual!”
Entende, calma, ptcreceito... “Base!”
Encara essa nova fase...
Esquece mundo... “Surreal!”
Surgem, primeiros cabelos... “Brancos!”
Na realidade, roda... “Gira!”
Nesse eterno, põe... “Tira!”
Pai, família, assume... “Banco!”
Com filhos, diálogo... “Franco!”
Momento que a ficha... “Cai!”
Saudade, dos velhos.... “Pais!”
Hoje, em outro... “Oriente!”
Resta, lembrança, somente...
Vida, iô, iô, vem... “Vai!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 29/09/2020.
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