Valdemir Gomes
O...
Belo e imponente Ipê, florido...
Com flores da minha... Infância!
Suavidade, sutileza e elegância...
Despertando incontáveis... Sentidos!
Pois, tornava o horizonte... Colorido!
Estonteante Beija flor, fazia... Festa!
Sabiá, elegante, comandava...Orquestra!
A passarada, seguindo, em... Coro!
Participavam, também, abelhas, besouros...
Em sintonia, com grande... “Mestra!”
A natureza, deveras preservada...
Margens dos rios, composta... “Nativa!”
Animais silvestres, em comitiva...
Circulavam pelas trilhas... Picadas!
Nenhuma árvore abatida... Derrubada!
Entre todos, perfeita... Harmonia!
Frutos, variados, animais... Comiam!
Depois, disseminavam... Sementes!
Flores, exalavam, perfumava, ambiente...
Nas pedras, água cristalina... “Escorria!”
Mas, a insensatez humana...
Eliminou das margens... Matas!
Desenvolvimento sem critério... Chibata!
Apertando em excesso, parafuso... Espana!
Algumas, regiões, ou soja... Cana!
Rios nus, jaz, floresta... Perto!
Leito, entupido, assoreado... Deserto!
Decretando o fim da... Piracema!
Hoje, vivemos triste dilema...
Esgotos despejando, poluentes... “Dejetos!”
Pantanal, paraíso, em chamas...
Animais, morrendo... Queimados!
Sem água e pasto para o gado...
Homem Pantaneiro, desolado... Reclama!
Nervoso, desalentado, sentindo drama...
Encontra-se impotente, de mãos... “Atadas!”
Pouco, pode fazer, quase... Nada!
Mudar, parece, irreversível... Realidade!
O binômio: “Ambição, promiscuidade...”
Transformando o bioma, terra... “Arrasada!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 19/08/2021
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
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