Valdemir Gomes
A...
Vergonhosa fila da fome...
Infelizmente, uma triste... Realidade!
O bravateiro, aflorando... Incapacidade!
Falso moralismo, tem... “Nome!”
Pobre, uma ver por dia... “Come!”
Porém, sobras que catam na... “Feira!”
Realmente, desgraça pouca... “Besteira!”
Vítima hipnose, gesto... “Arminha!”
Acreditou no cocoricó, galinha...
Virou água, entrou pelo cano... “Mangueira!”
O trabalhador sem emprego...
Sobrevivendo de changa... “Bico!”
Triste verdade, explorado... “Ricos!”
Por migalhas, pedindo... Arrego!
Desalentado, sem rumo... Sossego!
Atolado em dívidas até... “Pescoço!”
Foi parar na fila... “Osso!”
A vida, de cabeça para baixo... “Escarcel!”
Foi despejado, nem para o aluguel...
Da fruta, roendo, casca... “Caroço!”
De norte a sul do País...
Crescendo a fila do... “Desemprego!”
Mas, alguns bajuladores... “Pelegos!”
Seguem, porém isolado... “Perdiz!”
Topetudo, empina o nariz...
Pelas redes sociais... Mentindo!
Seus seguidores, na real... “Caindo!”
Acreditaram, pagando, alto... “Preço!”
Tarja de idiota, na testa, adereço...
Achavam Motociata, interessante... “Lindo!”
“Brasileiro, antes de tudo, um forte...”
Às vezes, cometendo equívoco... “Deslize!”
A sociedade, mergulhada... “Crise!”
Lamentavelmente, a mercê... “Sorte!”
Ainda empregado, mas entra... “Corte!”
Diante dessa situação... “Preocupado!”
Dispensa estoque, mantimento... “Zerado!”
Amanhã, certeza, mais um... “Pedinte!”
Sem perspectiva, nenhuma, acinte...
Auxílio, Brasil, novo engodo... “Gado!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 19/11/2021
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
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