Valdemir Gomes
O...
O dia começa, ainda... Madrugada!
Para o ousado, destemido... Caminhoneiro!
Apesar de anônimo, herói... Verdadeiro!
Deixando o pátio do posto... Estrada!
Ao final do expediente... Parada!
Para economizar, prepara... Comida!
Muita violência, arriscando... Vida!
Mas, jamais desiste... Objetivo!
Todos os dias, para ele, letivo...
Na manhã seguinte... “Partida!”
De domingo a domingo...
São raros momentos... Descanso!
Mundo tecnológico, acompanhando... Avanço!
Do gestor, recebendo presente... “Gringo!”
Saiba: “Em vinte e dois... Vingo!”
Com certeza, darei o troco...
Das ruas, virão gritos... “Roucos!”
Esse bravateiro, para o lixo... “História!”
Pois, com sua postura, inglória...
Claro, com nove dedos, sairemos... “Sufoco!”
O preço do combustível, nas alturas...
Nosso lucro, ficando no... Posto!
Dolarizar o petróleo, piada de mau gosto.
Diria, ao trabalhador, desrespeito... Tortura!
O salário, o preço do frete... Segura!
Migalhas que sobram, ficam... “Pedágio!”
Tudo subindo, sem controle... “Ágio!”
Segundo o gaúcho: “Vergonha... Barbaridade!”
Como pagar dos caminhões, mensalidades?
No próximo pleito, será diferente... “Sufrágio!”
Os produtos transportados...
Por conseguinte, na gôndola... Subindo!
Depravado, irônico, sarcástico... “Sorrindo!”
Cartão corporativo, sem limites... “Usado!”
Nos açougues, fila do osso... “Aumentado!”
Está na hora, caminhoneiro... “Greve!”
Chega de conivência, pegar... “”Leve!”
Sugiro, que chutem o pau... “Barraca!”
Basta de aceitar tratamento, babaca...
Quando a temperatura, sobe... “Ferve!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 21/11/2021
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