Valdemir Gomes
Na...
Retina do coração... Saudade!
Do afago carinhoso da minha... Avó!
Sem nenhuma celeuma... “Trololó!”
Havia muito amor... “Sinceridade!”
Às vezes, palavras duras... “Verdades!”
Mas, ditas com cutela... “Experiência!”
Seus cabelos brancos... Vivência!
Além de muito respeito... “Atenção!”
Seu repertório, variada, canção...
Belos ensinamentos... “Ciência!”
Seu colo, segurança... “Carinho!”
Exímia contadora... “História!”
Sempre puxando pela memória...
Diria, uma rosa sem... “Espinhos!”
Como o mais saboroso... “Vinho!”
Amor sincero, incontido...
Fruto dos janeiros, bem... “Vividos!”
De sapiência, fonte... “Inesgotável!”
Sua maneira, sutil, agradável...
Sentia-me deveras... “Protegido!”
Suas belas canções de ninar...
Tinha um efeito... Anestésico!
Repertório, diversificado... “Eclético!”
Com sutil leveza, sonhos... Bulinar!
Não permitindo, procrastinar...
De forma ética... “Solenemente!”
Preparava o terreno, semeava... “Semente!”
Sem nenhuma cerimônia... Disfarce!
Num repente, acontecia, catarse...
Em perfeita sintonia, corpo... “Mente!”
Mas, repentinamente, foi-se... “Embora!”
Hoje, vivendo, rodeada, por... “Anjos!”
Organizada, ornamentando... “Arranjos!”
De saudade, minh’alma... “Chora!”
Junto ao Pai, experiente... Senhora!
Em sonhos, me vejo... “Pequeno!”
Lágrimas escorrendo... “Dreno!”
Ao Grande Arquiteto, entregue... “Troféu!”
Após, juntos aos seus, cumprir, papel...
Em forma de Brisa, seu afago... “Aceno!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 16/12/2021
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Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
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