Valdemir Gomes
Como...
Eu, outros também madrugam...
Fazendo sua rotineira... Caminhada!
Certos festeiros, voltando... Balada!
Alguns, invejosos, desinformados... “Alugam!”
Inclusive, sendo invasores... “Pré-julgam!”
Mas, isso não muda, nada... “Rotina!”
Pois, os instrumentos do mal... “Desafinam!”
Por esses reatores, não... “Atingido!”
Pelo Grande Arquiteto, sempre ungido...
Livre desses humanos, sabonetes... “Vaselinas!”
A brisa suave da madrugada...
Traz paz, arrefece... “Coração!”
De Cristo recebo veredito... “Unção!”
Com perseverança, otimismo... “Estrada!”
Pelo caminho, recolhendo latas... “Jogadas!”
Melhorando, saneando... “Ambiente!”
Vários arredios, criticam, olham... “Diferente!”
Mas, sou mais, ignoro, não... “Ligo!”
O visual do caminho, melhorar, consigo...
Assim, extirpando o joio... “Semente!”
Sempre atravessando o caminho...
Belos cordões, roedores... Capivaras!
Ao perceberem minha presença... “Disparam!”
Deixando para trás, prole... “Filhotinhos!”
Que um tanto quanto ingênuos, bobinhos...
Muitos deles por veículos... “Atropelados!”
Virando presunto, cadáveres... “Dilacerados!”
Servindo como alimento, aves... “Rapina!”
Agressão à natureza, acendendo, bina...
O percurso, insalubre, fétido... “Contaminado!”
Uma sociedade, diferente...
Necessidade, questão... “Respeito!”
Diante dos fatos, importante rever... “Conceitos!”
Sejamos mais precavidos... “Exigentes!”
Cobrando atitude do gestor, dirigente...
Dos legisladores, nova lei... “Atitude!”
Do ambiente recuperar... “Saúde!”
Não aos seres, selvagens... Capitalistas!
Além de desumanos, materialistas...
Como irracionais, não é fim... “Ataúde!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 14/01/2022
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