Valdemir Gomes
Na...
Retina do tempo, saudade...
Dos anos da minha... Infância!
Respeito, simplicidade, elegância...
Compunha a verdadeira... Amizade!
O humano, sem orgulho... Vaidade!
Não priorizava o... Numerário!
Vizinho, sempre solícito... Solidário!
Ajudava o semelhante... Mutirões!
A comunidade, grandes, reuniões...
Cooperação, mútua, principio... “Primário!”
Enormes trabalhos, uma festa...
Nada de puxação de... Tapete!
No estampido do malhete...
Reunidos, aparavam... Arestas!
Qualquer objeto, tem, a outro... Empresta!
Após a utilização, prontamente... Devolvido!
Todos felizes, satisfeitos... Servidos!
Sem restrições, verdadeiros... Colaboradores!
A troca de gentileza, favores...
Dava à convivência, outro... “Sentido!”
Mas, o mundo capitalista...
Interferiu, mudando... Realidade!
Agora, são outras as... Prioridades!
Necessidades, intermináveis... Listas!
Nada de ajuda, tudo pago, à vista...
Vizinhos, antes, parceiros, hoje... Concorrentes!
No popular: “Olho por olho, dente... Dente!”
Nos negócios, não perdoa... “Vintém!”
Ninguém, respeita, considera, ninguém...
Contaminaram com joio... “Trigo!”
Infelizmente, essa, verdade, absoluta...
Palavra em voga... “Levar vantagem!”
Ambição, virando insumo... “Bagagem!”
Briga acirrada, pelo cajado... “Batuta!”
Nessa desenfreada disputa...
Foi, descartado de vez... “Humano!”
Aflorou, vindo à tona... “Profano!”
Jaz, cidadão, generoso... “Cortez!”
Na sociedade, pobre, não tem vez...
Quem tem posses, prepotente... “Tirano!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 03/02/2022
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
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