Valdemir Gomes
Vou...
Descrever os mistérios da beleza da flor...
Enfeitando a vida, ornamentando... Morte!
Tem para ambas, significado... Suporte!
Sutileza discrição, felicidade... “Amor!”
Em sua sutileza, abundância, vida... Sabor!
Quanta elegância, imponência... Magia!
Compromisso, manutenção, espécie... Garantia!
Por conseguinte, atraindo... Olhares!
Seja no jardim, passeios, pomares...
Sua sensualidade, claro... “Contagia!”
Quando o beija-flor a visita...
Ambos, deveras, felizes... Radiantes!
Naquele momento, instante...
Uma nova semente, surge... “Credita!”
Para ave, energia, alimento... “Marmita!”
Assim, temos o ciclo, da... “Fechado!”
No útero da planta, pólen... Penetrado!
Momento, ímpar, de aparar... Aresta!
A mágica, natureza em festa...
Ao Grande Arquiteto... “Obrigado!”
Mas, a insanidade humana...
Está interferindo na... “Cadeia!”
Provocando, revolta, isso, aperreia...
Com atitudes, desconexas, vis... “Profanas!”
Na tecnologia, pegando... “Carona!”
Desmontando, destruindo... Ambiente!
Contaminando com agrotóxico... “Semente!”
Ao mundo prestando, um... “Desserviço!”
O gestor, incompetente, omisso...
Permanece, passivo, calado... “Indiferente!”
A saúde do planeta, correndo... “Perigo!”
O solo, realmente seco... “Esturricado!”
O paraíso Pantaneiro, antes, alagado...
Não mais, celeiro da vida... Abrigo!
Homem do sistema, escravo... Mendigo!
Pagando alto preço pelas... “Consequências!”
Insalubre, infelizmente, impossível... “Permanência!”
Triste, desalentado, chorando... “Reclama!”
Rios secando, somente, lama...
Alto preço, pela desastrosa... “Experiência!”
Poema: Valdemir Gomes dos Santos 07/03/2022
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